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Neoenergia deve acelerar desalavancagem com venda de ativos e amortização

Neoenergia deve acelerar desalavancagem com venda de ativos e amortização

O ano passado marcou o fim de um ciclo de investimentos no segmento de transmissão e a amortização deve subir aos poucos

A Neoenergia (NEOE3) poderá ter um ano de redução da alavancagem, o que poderá se dar com a conclusão do ciclo de investimentos em transmissão de energia elétrica, a venda de participação na usina hidrelétrica Dardanelos anunciada em dezembro, e a provável venda de ativos de transmissão recém-construídos, além de um aumento gradual da amortização das dívidas nos próximos anos. É o que avalia relatório do BB Investimentos.

De acordo com o documento, o quarto trimestre do ano passado trouxe mais avanço em receita e EBITDA, dessa vez com melhoria da rentabilidade com o bom controle das despesas gerenciáveis, já impactando positivamente a alavancagem que ficou em 3,4x na relação dívida líquida/EBITDA – sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, em ligeira queda na comparação anual.

“A Neoenergia vem apresentando expansão de receita e de geração de caixa em decorrência de fortes investimentos realizados nos últimos anos com foco no segmento de redes (transmissão e distribuição). Durante a fase de investimento houve natural aumento do endividamento, pressionando inclusive a alavancagem apesar da maior geração de caixa”, diz parte do relatório.

Fim do ciclo de investimentos

O ano passado marcou o fim de um ciclo de investimentos no segmento de transmissão que juntamente à execução mais intensa da estratégia de rotação de ativos recentemente, trouxe o início de um momento de desalavancagem.

“Destaca-se também a melhor performance operacional recente, com ganho de margens garantidas pelo controle de custos e despesas operacionais gerenciáveis que cresceram em velocidade menor que a receita, permitindo forte avanço na geração de caixa operacional e ganho de margem EBITDA”, diz outro trecho do relatório.

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O relatório da casa de análise mostra que a maior parte da amortização da dívida da companhia ocorrerá a partir de 2031, quando começará a ser amortizado um valor total de aproximadamente R$ 28,7 bilhões. Para este ano, deverá ser de R$ 6,645 bi e para o ano que vem, R$ 6,787 bi.