A Equatorial (EQTL3) pode se unir à Sabesp (SBSP3) em uma eventual participação na privatização da Copasa (CSMG3). A ideia foi passada pelas administrações das empresas durante o CEO Conference, realizado pelo BTG Pactual.
Segundo análise do banco, o processo da Copasa é visto pela Equatorial, que possui 15% da Sabesp, como estando posicionado entre as privatizações da Sabesp e da Corsan.
A Equatorial não buscou a Corsan, adquirida pela AEGEA em 2023, devido a incertezas regulatórias que foram adiadas, embora estas tenham, em última análise, apresentado resultados positivos.
“Uma estrutura de oferta conjunta com a Sabesp poderia fazer sentido, potencialmente concebida de forma a não comprometer o poder de negociação de nenhuma das partes. A decisão final cabe à Sabesp”, explicam os analistas do BTG Pactual.
Já a Sabesp disse que continua avaliando oportunidades sob uma abordagem disciplinada de fusões e aquisições.
“Não há restrições à análise de potenciais investimentos, e a Sabesp não precisa necessariamente buscar oportunidades sozinha. Se a Copasa avançar, a Sabesp avaliará a transação”, pontua o BTG.
Privatização da Copasa
Aprovada em dezembro de 2025, a desestatização da Copasa tem por objetivo a criação de uma “corporation”, ou seja, quando o controle da companhia é diluído.
Entretanto, a empresa aprovou em assembleia geral, nesta segunda-feira (23), uma classe especial de ações, que dá ao estado uma “golden share, que possui poder de veto em decisões estratégicas.
A Copasa também divulgou a sua 22ª emissão de debêntures, no valor de R$ 2 bilhões, com vencimento em 10 anos. Os papéis serão emitidos no 15 de março de 2026 e exclusivos a investidores profissionais.
Os coordenadores da oferta de ações são o BTG Pactual (líder), Itaú BBA, Bank of America Merrill Lynch, Citigroup e UBS BB.
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