A Neoenergia (NEOE3) divulgou nesta quarta-feira (11) os resultados do quarto trimestre e do ano de 2025, mantendo o ritmo de expansão de receita e EBITDA registrado nos últimos anos. O desempenho foi impulsionado pela entrada em operação de novos ativos de transmissão e pelo controle rigoroso das despesas gerenciáveis, o que contribuiu para a ampliação das margens operacionais.
No quarto trimestre, a companhia registrou lucro líquido de R$ 1,47 bilhão, um avanço de 73% em relação aos R$ 852 milhões apurados no mesmo período de 2024. A receita operacional líquida somou R$ 13,54 bilhões, alta de 5% na comparação anual, enquanto o EBITDA cresceu 29%, alcançando R$ 3,97 bilhões.
Neoenergia mantém ritmo de crescimento em 2025
No consolidado de 2025, a empresa encerrou o ano com lucro líquido de R$ 5,03 bilhões, uma elevação de 38% frente aos R$ 3,63 bilhões registrados em 2024. As despesas avançaram apenas 1%, abaixo da inflação do período, mesmo com a expansão da base de clientes e a entrada em operação de novos negócios.
“O ano de 2025 foi marcado por grandes conquistas, com resultados sólidos e avanços estratégicos que reforçam nosso papel no setor elétrico brasileiro. Mantivemos foco na eficiência operacional e disciplina de gastos, alcançando crescimento positivo mesmo em um cenário desafiador”, afirmou, em comunicado, Eduardo Capelastegui, presidente da empresa.
Rotação de ativos, concessões e OPA impulsionam ações
As ações da Neoenergia acumulam valorização de 75% em 2025, refletindo a combinação de resultados operacionais consistentes e avanços estratégicos ao longo do ano. Entre os destaques está a execução da estratégia de rotação de ativos, com a venda da UHE Baixo Iguaçu, da transmissora Itabapoana e da UHE Dardanelos no fim do ano, além da aquisição de participações adicionais na UHE Corumbá.
A companhia também avançou na renovação das concessões de distribuição, concluindo a prorrogação da Celpe até 2060 e obtendo parecer favorável da ANEEL para outras três distribuidoras, reforçando a previsibilidade do fluxo de caixa no longo prazo.
Em relatório, analistas do Banco do Brasil destacaram que “a valorização das ações ao longo de 2025 reflete não apenas a evolução operacional consistente, mas também a bem-sucedida execução da estratégia de reciclagem de ativos e o avanço nas renovações de concessão”.
Além dos fundamentos operacionais, o movimento do acionista controlador também contribuiu para sustentar o preço dos papéis em patamar elevado. Em setembro, a Iberdrola adquiriu a participação de 30,29% da sócia Previ no capital da companhia, ao preço de R$ 32,50 por ação. No fim do ano, anunciou uma oferta pública de aquisição (OPA) para comprar as ações remanescentes no mercado pelo mesmo valor.
Segundo o Banco do Brasil, “a OPA deve ocorrer até abril, com o preço de R$ 32,50 sendo atualizado pela Selic desde o primeiro anúncio até a conclusão do processo, o que reforça a atratividade da adesão à proposta”.






