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Multiplan vende fatia do ParkShoppingBarigüi e Banco Safra vê operação como positiva

Multiplan vende fatia do ParkShoppingBarigüi e Banco Safra vê operação como positiva

Operação reforça qualidade do portfólio e melhora percepção de valor da Multiplan

A Multiplan (MULT3) anunciou nesta terça-feira (12) a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) para a venda de uma participação de 9,3% no ParkShoppingBarigüi por R$ 250 milhões. Segundo a companhia, cerca de 50% do valor será pago no fechamento da operação, enquanto o restante será quitado em parcela única após 18 meses, com correção pelo IPCA.

Inaugurado em 2003, o ParkShoppingBarigüi é um dos principais shoppings de alto padrão do Sul do Brasil. Localizado em Curitiba (PR), o empreendimento passou por sua terceira e maior expansão em 2024, com a adição de aproximadamente 14 mil m² de Área Bruta Locável (ABL), 75 novas lojas, além de novas áreas de lazer, alimentação e um centro médico. Com isso, atingiu 65,3 mil m² de ABL.

O shopping possui perfil de consumo concentrado nas classes A e B, que representam 91% da base de clientes. Nos últimos 12 meses, registrou R$ 1,9 bilhão em vendas, ficando entre os maiores ativos do portfólio da companhia.

Safra mantém visão construtiva sobre a companhia

O banco avaliou a operação como positiva para os acionistas da Multiplan e reiterou visão construtiva para a companhia após o anúncio.

“Estimamos que a transação implica uma taxa de capitalização (cap rate) de aproximadamente 6,9%, bem abaixo da avaliação implícita da Multiplan, de aproximadamente 11,6%”, escreveram os analistas em relatório.

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Segundo o Safra, a Multiplan manterá 84% de participação no ativo e continuará recebendo taxas de administração sobre a fatia vendida, elevando o retorno efetivo da operação. “Isso reduz a taxa de capitalização da transação para aproximadamente 6,5%”, destacaram.

O banco também ressaltou que o ativo representa cerca de 8% da receita de aluguel da companhia e possui aluguel por metro quadrado abaixo da média do portfólio, o que, na visão dos analistas, abre espaço para valorização adicional após a maturação da expansão concluída em 2024.