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Dividendos extraordinários da Petrobras estão mais longe? Entenda

Dividendos extraordinários da Petrobras estão mais longe? Entenda

Segundo o diretor Fernando Melgarejo, a tendência é que o assunto seja debatido apenas no fim do ano.

Os dividendos extraordinários da Petrobras (PETR4) parecem mais distantes dos acionistas. Em teleconferência com investidores sobre o balanço da companhia, o diretor de Relações com Investidores, Fernando Melgarejo, afirmou que a volatilidade do petróleo no mercado internacional ainda não oferece a segurança necessária para que a petroleira discuta o tema neste momento. Segundo ele, a tendência é que o assunto seja debatido apenas no fim do ano.

Além disso, a estatal tem como prioridade antecipar projetos previstos em seu plano de investimentos antes de avaliar uma eventual distribuição de dividendos extraordinários aos acionistas.

Segundo relatório da Ativa, a Petrobras indicou que, apesar desse cenário, não pretende manter excesso de caixa. A casa de análise avaliou que a companhia busca transmitir uma mensagem de flexibilidade, mas sem sinalizar uma mudança estrutural em sua estratégia.

Captura de ganhos

Para o BB Investimentos, o conjunto de resultados do primeiro trimestre reforça que a Petrobras vem se fortalecendo operacionalmente e está preparada para capturar ganhos em um cenário de maior incerteza geopolítica e possível sustentação dos preços do petróleo ao longo de 2026.

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Do ponto de vista financeiro, a casa de análise avalia que a companhia mantém um nível de endividamento confortável, com dívida líquida de US$ 62 bilhões e relação dívida líquida/Ebitda ajustado de 1,4 vez, considerada estável. Segundo o BB, a estatal continua demonstrando disciplina financeira mesmo diante de um maior volume de investimentos e do pagamento de dividendos.

“Entre os pontos de atenção, destaca-se o aumento do lifting cost no pré-sal, influenciado pela valorização do real frente ao dólar e pelos custos associados ao ramp-up de novas unidades, além da continuidade de desafios no segmento de Gás e Energias de Baixo Carbono”, afirmou o BB em relatório.

Postura prudente

Em relação à volatilidade do petróleo, o relatório observa que a Petrobras mantém uma postura prudente no repasse das oscilações internacionais ao mercado doméstico, especialmente diante da necessidade estrutural de importação de cerca de 30% do diesel e 10% da gasolina consumidos no país.

“A defasagem de importação permanece como um vetor de pressão para margens. Em síntese, a tese de investimento segue apoiada em fundamentos operacionais robustos e ativos de alta qualidade, mas passa a conviver com um ambiente externo mais adverso”, destacou o relatório.