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MRV tem resultado fraco no 1T26 e ações caem após balanço

MRV tem resultado fraco no 1T26 e ações caem após balanço

Companhia registra lucro abaixo do esperado no consolidado, apesar de crescimento de receita e melhora gradual no Brasil

A MRV (MRVE3) divulgou resultados considerados fracos no 1T26, com desempenho abaixo das expectativas do mercado e impacto negativo vindo principalmente da operação internacional. A companhia reportou crescimento de 22% na receita líquida anual, mas registrou prejuízo consolidado ajustado de R$ 14 milhões, abaixo da projeção de lucro de R$ 65 milhões.

As ações da empresa chegaram a cair 2,65% por volta das 16h, refletindo a reação dos investidores ao balanço.

Brasil avança, mas sem surpresa positiva e com margens sob pressão

No Brasil, a MRV apresentou crescimento de receita de 18% na comparação anual, atingindo R$ 2,6 bilhões. Apesar disso, o resultado ficou levemente abaixo das estimativas de mercado, com margem bruta de 31%, pressionada por inflação nos custos e menor reconhecimento de receitas. Ainda assim, a operação brasileira registrou lucro líquido de R$ 45 milhões.

Já a operação nos Estados Unidos foi novamente o principal ponto negativo do trimestre, com prejuízo líquido de R$ 94 milhões, acima do esperado pelo mercado. Embora tenha havido melhora em relação ao ano anterior, a unidade ainda apresenta forte consumo de caixa e resultados abaixo das projeções, mesmo com a venda de ativos como o projeto Tributary, que gerou R$ 386 milhões.

No consolidado, a empresa registrou receita líquida de R$ 2,78 bilhões, alta de 22% na comparação anual, mas com margem bruta de 29,4%, ligeiramente menor que no ano anterior.

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Em relatório, analistas da XP Inc avaliaram que os resultados vieram fracos e que a operação brasileira segue em trajetória de melhora gradual, embora ainda sem surpresas positivas relevantes. Segundo a análise, a persistência das perdas na operação internacional continua pressionando o resultado consolidado da companhia.

“A rentabilidade fraca da operação nos Estados Unidos segue pressionando o resultado final da MRV, e o mercado deve aguardar mais consistência operacional antes de uma redução mais clara da percepção de risco da ação”, destacam os analistas.

Apesar do cenário desafiador, a XP mantém recomendação de compra para o papel com base em valuation, mas ressalta que a tese depende de maior disciplina na execução e redução do custo de capital ao longo dos próximos trimestres.