As ações da MRV (MRVE3) lideraram as perdas do Ibovespa nesta quarta-feira após o UBS BB rebaixar sua recomendação para os papéis da construtora. O banco passou a recomendar posição neutra para a companhia, abandonando a indicação de compra, além de reduzir o preço-alvo das ações de R$ 12 para R$ 7.
A revisão negativa provocou forte reação do mercado. Nesta quarta-feira, os papéis da companhia registravam queda próxima de 6%, figurando entre os destaques negativos do principal índice da Bolsa brasileira.
Segundo o UBS BB, a mudança de visão reflete uma combinação de fatores que tornaram a tese de investimento da empresa mais desafiadora nos últimos trimestres. Entre os principais pontos de preocupação estão o ambiente macroeconômico brasileiro mais adverso e os riscos ainda presentes na operação da Resia, subsidiária da MRV nos Estados Unidos.
Os analistas destacam que a perspectiva para o setor imobiliário ficou mais complexa diante da expectativa de juros elevados por um período mais longo. Além disso, a menor visibilidade sobre a trajetória da inflação aumenta as incertezas para empresas ligadas ao mercado de construção civil e habitação.
Cenário pessimista
Na avaliação do banco, o cenário atual reduz o potencial de valorização das ações da MRV em relação ao que era projetado anteriormente. A combinação de custos financeiros elevados e um ambiente econômico mais restritivo tende a pressionar o desempenho operacional da companhia no Brasil.
Outro fator citado no relatório é a continuidade dos desafios relacionados à Resia. A operação americana tem sido acompanhada de perto pelos investidores nos últimos anos e segue representando uma fonte relevante de risco para a tese de investimento da empresa.
Diante desse cenário, o UBS BB decidiu revisar suas projeções para a companhia e cortar significativamente o preço-alvo das ações. A nova estimativa de R$ 7 representa uma redução de mais de 40% em relação ao valor anterior de R$ 12.
Para o banco, embora a MRV continue sendo uma das principais empresas do setor de construção residencial no país, o equilíbrio entre riscos e potencial de retorno tornou-se menos favorável, justificando a adoção de uma postura mais cautelosa em relação ao papel.
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