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Movida reforça caixa com operação de R$ 255 milhões

Movida reforça caixa com operação de R$ 255 milhões

Empresa combina JCP e aumento de capital para reduzir alavancagem; Safra vê impacto positivo no balanço, mas limitado no valor da ação

A Movida (MOVI3) anunciou a implementação de uma distribuição de R$ 255 milhões em Juros sobre o Capital Próprio (JCP), previamente declarada, junto a um aumento de capital de até R$ 152,5 milhões. A operação faz parte da estratégia da companhia de fortalecer o balanço patrimonial e preservar a liquidez.

O aumento de capital será realizado por meio da emissão de até 22,9 milhões de novas ações ao preço de R$ 6,65 por papel, valor que representa um desconto de aproximadamente 25% em relação ao preço médio ponderado por volume (VWAP) dos últimos 30 dias.

Segundo análise do Safra, a estrutura da operação permite que parte relevante dos recursos distribuídos aos acionistas seja reinvestida na própria companhia, reduzindo a saída de caixa e contribuindo para uma melhora na estrutura financeira da empresa.

“Em vez de distribuir integralmente o JCP em dinheiro e, posteriormente, captar recursos no mercado, a Movida estruturou a operação para permitir que parte significativa desses valores seja reinvestida na própria empresa”, afirma o relatório.

A operação conta ainda com o compromisso firme de subscrição de até R$ 106 milhões pela Simpar, acionista controladora da Movida, o que aumenta a segurança de conclusão da oferta.

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Estratégia busca fortalecer balanço e reduzir endividamento

A iniciativa ocorre em um momento em que a administração da Movida tem priorizado a redução da alavancagem financeira e o fortalecimento do patrimônio líquido. Para o Safra, embora a transação tenha efeito positivo sobre a estrutura de capital, ela não altera de forma relevante as perspectivas operacionais da companhia.

“Consideramos o anúncio neutro em termos de valor, mas com implicações positivas para a estrutura de capital da Movida”, avaliam os analistas.

Na visão do banco, os acionistas minoritários têm incentivo para participar da oferta, já que a subscrição permite evitar a diluição da participação e adquirir novas ações com desconto em relação ao mercado.

“Do ponto de vista dos acionistas minoritários, acreditamos que a conduta racional é exercer o direito de subscrição para evitar a diluição e preservar a exposição econômica”, destaca o relatório.

Caso o investidor opte por não participar do aumento de capital, sua participação na companhia poderá ser reduzida em aproximadamente 5,4%. A emissão total de 22,9 milhões de ações representa cerca de 5,7% da atual base acionária da Movida.

Apesar da diluição potencial para os acionistas que não acompanharem a operação, o Safra avalia que a iniciativa contribui para melhorar a posição financeira da companhia, ao preservar caixa e ampliar a capitalização do patrimônio líquido.

“A operação contribui positivamente para a capitalização do patrimônio líquido e para a preservação da liquidez da companhia”, conclui o banco.