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Movida (MOVI3): Safra projeta lucro quase dobrando no 2º trimestre

Movida (MOVI3): Safra projeta lucro quase dobrando no 2º trimestre

Banco projeta lucro líquido de R$ 131 milhões no segundo trimestre, alta de 94,5% em um ano e no teto do intervalo prometido pela locadora

A Movida (MOVI3) deve fechar o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 131 milhões, quase o dobro do registrado um ano antes, segundo projeção do banco Safra.

“Esperamos que a Movida entregue mais um conjunto de resultados fortes no segundo trimestre de 2026, provavelmente no topo do intervalo do guidance de lucro líquido da administração”, escreveram os analistas Luiz Peçanha e Arthur Godoy, em referência à faixa de R$ 110 milhões a R$ 130 milhões prometida pela companhia.

A receita líquida estimada é de R$ 3,8 bilhões, avanço de 3,2% em um ano, com Ebitda de R$ 1,6 bilhão (+15,9%) e margem 4,6 pontos percentuais maior.

O ganho de rentabilidade, segundo o banco, vem de “demanda resiliente, níveis elevados de utilização da frota e disciplina de preços sustentada nas operações de RAC (Rent a Car) e GTF (Gestão e Terceirização de Frotas)”, nas palavras de Peçanha e Godoy.

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Aluguel de carros puxa o resultado

No aluguel de veículos, o Safra calcula 7,1 milhões de diárias no trimestre, alta de 17% em um ano, com tarifa média subindo 6,5%, para R$ 164. A combinação deve levar a receita do segmento a R$ 1,1 bilhão (+23,6%) e o Ebitda a R$ 742 milhões (+23,2%).

Na gestão de frotas, o crescimento vem menos do tamanho — a frota deve expandir só 2,6% — e mais do preço.

“As renovações de contratos com spreads mais altos devem sustentar o crescimento, reforçando a contribuição cada vez mais positiva das operações centrais de aluguel”, apontaram os analistas, que projetam altas de 12,3% na receita e de 11% no Ebitda da divisão.

Seminovos e frota mais velha

A venda de seminovos, no entanto, segue como o elo fraco. O banco espera cerca de 21,2 mil unidades vendidas, volume estável ante o primeiro trimestre, mas com receita 12% menor do que há um ano e margem Ebitda parada em magros 1%.

Há ainda um ponto que os analistas prometem acompanhar de perto: a idade média dos carros de RAC subiu de 10 para 11,6 meses em 12 meses.

O envelhecimento, alertaram Peçanha e Godoy, “pode se traduzir em custos de manutenção mais altos e pressionar as margens ao longo do tempo”.