A Azevedo & Travassos (AZEV3; AZEV4) fechou o 2º trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 182,9 milhões, 131,7% acima da registrada um ano antes e 22,9% maior que a do trimestre imediatamente anterior. Em seis meses, a companhia faturou quase tudo o que faturou no ano inteiro de 2025.
A receita bruta chegou a R$ 200 milhões, com R$ 113,7 milhões vindos da Heftos, alta de aproximadamente 35% sobre o 1º trimestre de 2026.
A subsidiária passou a responder pela maior fatia do faturamento, enquanto a AT Infra ficou com R$ 86,2 milhões. O contrato HC2 Gaslub, da Petrobras, foi a maior contribuição individual do período.

Margem bruta cai a 13,7%
O lucro bruto somou R$ 25,1 milhões, revertendo o prejuízo bruto de R$ 7,8 milhões do 2º trimestre de 2025. A margem, contudo, ficou em 13,7%, abaixo dos cerca de 16% do semestre e do piso de 14% que a companhia diz exigir na contratação de novos projetos.
O Ebit recuou 18,8% na comparação trimestral, para R$ 11,4 milhões, pressionado por bônus, despesas jurídicas e custos de renegociação de passivos antigos lançados no SG&A. A conta só permaneceu positiva por causa da linha de outras receitas operacionais, de R$ 21,6 milhões. Sem ela, a operação teria fechado no vermelho.
“Crescer preservando adequada relação entre risco, retorno e capacidade de execução”, afirmou a administração da Azevedo & Travassos no release de resultados.
Backlog de R$ 3,6 bilhões
O lucro líquido de R$ 1,3 milhão, 38,7% superior ao do 1º trimestre de 2026, nasceu fora da operação. Antes dos impostos, a companhia registrou prejuízo de R$ 156 mil. O que virou o resultado foi um crédito de imposto de renda diferido de R$ 1,5 milhão.
A carteira contratada encerrou junho em R$ 3,6 bilhões, alta de 32% em um ano e quarto trimestre seguido acima de R$ 3 bilhões. A assinatura do Lote 1, no oeste paulista, respondeu por cerca de R$ 600 milhões desse total. O pipeline avançou para R$ 36,8 bilhões, com alta de 34,2% em três meses.
No caixa, a leitura é outra. As atividades operacionais consumiram R$ 245,2 milhões no semestre, com a conta de clientes saltando de R$ 98,6 milhões em dezembro para R$ 225,5 milhões. O caixa terminou junho em R$ 73,7 milhões, sustentado por um aumento de capital de R$ 300 milhões.






