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Vibra multiplica lucro por oito no 2T26, para R$ 2,35 bilhões

Vibra multiplica lucro por oito no 2T26, para R$ 2,35 bilhões

Expansão das margens na distribuição e forte geração de caixa impulsionaram o resultado; segmento de renováveis apresentou desempenho mais fraco

A Vibra Energia (VBBR3) registrou lucro líquido de R$ 2,35 bilhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 705% em relação aos R$ 292 milhões apurados no mesmo período do ano anterior, segundo o balanço divulgado nesta sexta-feira (14).

O lucro líquido ajustado alcançou R$ 2,29 bilhões, avanço anual de 365%. A receita líquida ajustada aumentou 26%, para R$ 57,43 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado saltou 206%, para R$ 4,5 bilhões.

Mesmo depois da exclusão das recuperações tributárias e das vendas de imóveis, o Ebitda ajustado recorrente cresceu 320%, para R$ 4,12 bilhões. O dado indica que a expansão não ficou restrita aos efeitos extraordinários reconhecidos no período.

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Margens e volumes impulsionam resultado

O volume comercializado pela Vibra atingiu 9,05 milhões de metros cúbicos, alta de 4% na comparação anual. A rede de postos vendeu 5,8 milhões de metros cúbicos, crescimento de 6%, impulsionada principalmente pelos avanços de 8% nas vendas de gasolina e etanol.

No segmento B2B, o volume permaneceu praticamente estável, em 3,25 milhões de metros cúbicos. A melhora do mix de produtos, entretanto, ajudou o Ebitda ajustado da divisão a crescer 142%, para R$ 1,73 bilhão. Os produtos aditivados passaram a representar 30% do diesel vendido pelo segmento.

A margem bruta ajustada consolidada subiu de 4,8% para 9,3%. Já a margem Ebitda ajustada da distribuição passou de R$ 143 para R$ 476 por metro cúbico.

“Esse conjunto de avanços está refletido em um sólido desempenho operacional. Comercializamos 9,05 milhões de metros cúbicos no trimestre, com Ebitda ajustado recorrente de R$ 4,1 bilhões e fluxo de caixa operacional de R$ 3,8 bilhões”, afirmou Ernesto Pousada, CEO da Vibra.

A companhia adicionou 230 postos à rede embandeirada, ante 155 no primeiro trimestre, e assinou mais de 100 contratos de fornecimento no B2B.

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Caixa reduz dívida, mas renováveis pressionam

O segmento de renováveis destoou do resultado consolidado. O Ebitda ajustado recuou 16%, para R$ 188 milhões, enquanto o prejuízo líquido ajustado aumentou de R$ 1 milhão para R$ 109 milhões.

Segundo a Vibra, o desempenho foi pressionado pela menor geração solar e eólica, pelo cenário desfavorável da comercializadora e pelos cortes obrigatórios na produção de energia. O curtailment atingiu 27,9% no trimestre.

O fluxo de caixa operacional cresceu 367%, para R$ 3,77 bilhões, e o fluxo de caixa livre avançou 565%, para R$ 3,65 bilhões. A geração de recursos permitiu reduzir a dívida líquida em R$ 2,6 bilhões na comparação trimestral, para R$ 16,06 bilhões.

Com isso, a alavancagem caiu de 2 vezes no primeiro trimestre para 1,3 vez o Ebitda. A Vibra também anunciou R$ 558,2 milhões em juros sobre capital próprio no período, com pagamento previsto para outubro de 2027.