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Cosan reduz prejuízo líquido no 2ºTRI

Cosan reduz prejuízo líquido no 2ºTRI

A dívida líquida expandida do segundo trimestre totalizou R$ 9,2 bilhões, uma redução de 20%

A Cosan (CSAN3) encerrou o segundo trimestre do ano com um prejuízo de R$ 320 milhões, reduzindo as perdas em relação ao mesmo período do ano passado, que havia sido de R$ 946 milhões.

Segundo a companhia, esse resultado reflete o impacto pontual negativo de R$ 233 milhões, referente ao impairment do ativo disponível para venda (no caso, o Porto São Luís), compensado pelo não reconhecimento contábil do resultado da Raízen (RAIZ4).

Desconsiderando o efeito pontual desse ajuste de valor justo, o prejuízo teria sido de R$ 167 milhões. Além disso, o resultado do segundo trimestre foi beneficiado pelo resultado financeiro favorável, decorrente da redução dos juros da dívida líquida, e pela otimização das despesas gerais e administrativas, com redução de R$ 36 milhões versus 2T25.

Dívida líquida cai 20%

Por outro lado, a dívida líquida expandida do segundo trimestre totalizou R$ 9,2 bilhões, uma redução de 20% em relação ao primeiro trimestre deste ano. Essa diminuição decorre do ingresso dos recursos do IPO da Compass, concluído no trimestre, que possibilitou a liquidação antecipada das debêntures e notas comerciais.

Em relação ao 2T25, a dívida líquida expandida apresentou redução de 47%, impulsionada pelas iniciativas de gestão do endividamento e pelos recursos oriundos da capitalização e desinvestimentos concluídos ao longo dos últimos doze meses.

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A Cosan também informou que reduziu de forma significativa o custo de sua dívida no segundo trimestre do ano, em um movimento que contribuiu para a melhora do resultado financeiro da holding. Entre abril e junho, o custo da dívida bruta somou R$ 683 milhões, uma queda de R$ 468 milhões em relação ao primeiro trimestre.

Segundo a companhia, a redução foi provocada principalmente pelas liquidações antecipadas de bonds e de parte das debêntures e notas comerciais. Com menos dívida sujeita a encargos financeiros, as despesas da holding recuaram e o resultado financeiro apresentou uma melhora de R$ 537 milhões na comparação com os três primeiros meses do ano.

A evolução também foi influenciada pela ausência de despesas não recorrentes que pesaram sobre o resultado do primeiro trimestre. Entre elas estavam R$ 304 milhões em custos relacionados aos pré-pagamentos de bonds e debêntures realizados no período e outros R$ 96 milhões em efeitos cambiais e de derivativos associados aos bonds.

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