A Jalles Machado (JALL3) registrou prejuízo líquido de R$ 74,1 milhões no primeiro trimestre do ano-safra 2027, uma alta de 429,3% em relação ao prejuízo de R$ 14 milhões registrado no mesmo período do ciclo anterior. O resultado aparece como o principal destaque negativo do balanço da companhia, que também apresentou queda de receita e do Ebitda ajustado no período.
A receita líquida da companhia somou R$ 340,4 milhões entre abril e junho, recuo de 32,6% na comparação com os R$ 505,1 milhões registrados no primeiro trimestre do ano-safra 2026.
O Ebitda ajustado também caiu, mas em ritmo menor, para R$ 269,4 milhões, baixa de 2,8% em relação aos R$ 277 milhões de um ano antes. Com isso, a margem Ebitda ajustada avançou de 54,8% para 79,1%, uma expansão de 24,3 pontos percentuais.
Resultado operacionais
O resultado operacional antes de juros e impostos, por sua vez, apresentou forte avanço. O EBIT ajustado passou de R$ 26,7 milhões para R$ 66,7 milhões, crescimento de 149,7%. A margem EBIT ajustada subiu de 5,3% para 19,6%, alta de 14,3 pontos percentuais.
Apesar da melhora dos indicadores operacionais, a companhia terminou o trimestre com prejuízo líquido significativamente maior. O lucro caixa também permaneceu negativo, em R$ 24,2 milhões, embora tenha apresentado melhora em relação ao prejuízo de R$ 39,9 milhões registrado no primeiro trimestre do ano-safra anterior.
A posição de caixa e aplicações financeiras da Jalles Machado somou R$ 1,64 bilhão no trimestre, alta de 8,8% em relação aos R$ 1,51 bilhão registrados um ano antes.
Os investimentos, medidos pelo capex, totalizaram R$ 112,3 milhões, queda de 14,7% na comparação anual. Já a dívida líquida sobre o Ebitda ajustado dos últimos 12 meses ficou em 1,6 vez, contra 1,3 vez no mesmo período do ano anterior, indicando aumento de 21,7% no indicador de alavancagem.
O balanço mostra, portanto, um cenário misto para a Jalles Machado. Enquanto a companhia conseguiu ampliar significativamente as margens e melhorar o EBIT ajustado, a forte deterioração do resultado líquido chama atenção no início do novo ano-safra. A combinação entre queda da receita e aumento expressivo do prejuízo mantém o resultado financeiro como um dos principais pontos de atenção para os próximos trimestres.
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