Home
Notícias
Ações
Motiva: Citi eleva recomendação para compra e vê potencial ainda não precificado

Motiva: Citi eleva recomendação para compra e vê potencial ainda não precificado

Para o Citi, esses fatores representam uma fonte adicional de valorização para as ações, à medida que seus impactos financeiros se tornem mais evidentes

As ações da Motiva (MOTV3) avançavam 1,50% nesta segunda-feira, após o Citi elevar a recomendação para os papéis de neutra para compra e aumentar o preço-alvo de R$ 15,00 para R$ 15,50.

Na avaliação do banco, os principais riscos relacionados à execução do plano de investimentos e ao processo de desalavancagem da companhia parecem estar sob controle, o que melhora a relação entre risco e retorno para o investimento.

Os analistas também afirmam que o mercado ainda não precificou integralmente os potenciais ganhos decorrentes dos aditivos contratuais das concessões da SPVias, da AutoBAn e das linhas 5-Lilás e 17-Ouro do metrô de São Paulo.

Para o Citi, esses fatores representam uma fonte adicional de valorização para as ações, à medida que seus impactos financeiros se tornem mais evidentes. A combinação de menor percepção de risco e potencial de criação de valor com os aditivos das concessões sustentou a revisão da recomendação para compra.

Aumento do tráfego

No começo deste mês, a Motiva registrou crescimento no tráfego de suas concessões em maio, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O volume consolidado de veículos equivalentes nas rodovias avançou 2,6%, passando de 84,7 milhões para 86,9 milhões.

Publicidade
Publicidade

No segmento de mobilidade urbana, o número de passageiros transportados também apresentou expansão. As linhas sobre trilhos administradas pela companhia movimentaram 65,9 milhões de usuários em maio, alta de 0,6% em relação ao mesmo mês de 2025.

Entre as concessões rodoviárias, os principais destaques positivos foram a RIOSP, que registrou crescimento de 13,4% no tráfego, seguida pela AutoBAn, com avanço de 1,3%, e pela SPVias, com alta de 1,1%. O desempenho foi sustentado pelo aumento da circulação de veículos leves e pesados.

Nem todas as concessões, porém, apresentaram evolução no período. A ViaCosteira registrou queda de 1,5% no fluxo de veículos, enquanto o RodoAnel Oeste recuou 1,0% e a Pantanal teve retração de 2,8%, refletindo um desempenho desigual entre os diferentes ativos da companhia.