A CSN (CSNA3) reduziu o prejuízo líquido no primeiro trimestre do ano para R$ 555 milhões ante perdas de R$ 732 milhões no observado no mesmo período do ano passado. No quarto trimestre, a companhia já havia obtido uma melhora nos resultados, que se consolida agora.
Por outro lado, o Ebitda registrou uma queda de 22% nos três primeiros meses do ano, ao atingir R$ 1,437 bilhão ante R$ 1,859 bilhão no registrado no mesmo período do ano passado.
A receita líquida da siderúrgica obteve uma queda de 2,8%. No primeiro trimestre deste ano foi de R$ 10,6 bilhões. Em igual período de 2025, foi de R$ 10,9 bilhões.
No primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou fluxo de caixa livre negativo de R$ 1,597 bilhão, aprofundando a deterioração em relação ao trimestre anterior em meio a pressões operacionais e financeiras.
Consumo de caixa
Segundo a empresa, o consumo de caixa foi impactado principalmente pela sazonalidade típica do início do ano, que resultou em desempenho operacional mais fraco, além do aumento do consumo de capital de giro, despesas financeiras ainda elevadas e forte amortização de dívidas no período.
A companhia destacou que já iniciou um processo mais intenso de utilização do caixa para redução da dívida bruta, em linha com a estratégia de fortalecimento da estrutura de capital.
Apesar da pressão observada no trimestre, a expectativa da administração é de melhora gradual do fluxo de caixa nos próximos resultados, sustentada pela evolução dos indicadores operacionais e por uma maior conversão de caixa decorrente da redução dos níveis de estoques.
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Alavancagem recua
Ao fim de março de 2026, a dívida líquida consolidada totalizava R$ 40,505 bilhões. De acordo com o balanço, o indicador de alavancagem medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda dos últimos 12 meses caiu para 3,36 vezes, representando redução de 11,6 pontos-base após a alta registrada no trimestre anterior.
Entre os fatores que contribuíram para a melhora estão a assinatura de um novo contrato de pré-pagamento de minério de ferro — utilizado para cobrir parte das amortizações previstas para este ano — e o efeito favorável da variação cambial sobre dívidas denominadas em moeda estrangeira.
Venda de ativos avança
A companhia afirmou ainda que segue avançando no plano de venda de ativos anunciado em 15 de janeiro, com o processo atraindo um número de interessados acima do inicialmente esperado.
Segundo a empresa, o interesse reforça tanto a atratividade dos ativos quanto o comprometimento da administração com o fortalecimento da estrutura financeira do grupo.
Mesmo diante do consumo de caixa no trimestre, a companhia encerrou março com disponibilidades de R$ 14,6 bilhões, mantendo uma posição considerada confortável para honrar compromissos financeiros de curto prazo.






