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Mercado Livre tem pressão da margem já assimilada pelos investidores

Mercado Livre tem pressão da margem já assimilada pelos investidores

É o que avalia relatório do Bradesco BBI sobre a prévia de resultados da companhia de varejo

O Mercado Livre (MELI34) já tem a pressão da margem de curto prazo como algo já assimilado pelos investidores e com um percurso mais claro à frente neste momento para voltar ao caminho para sua tese de crescimento e valor. É o que avalia relatório do Bradesco BBI sobre a prévia de resultados da companhia de varejo.

“Mantemos nossa recomendação de compra e colocamos a MELI34 como a nossa preferência em toda a nossa cobertura de Consumo & Varejo. Mantemos nossa visão de que o múltiplo de curto prazo não capta as perspectivas de crescimento da empresa”, ressalta o relatório.

O Bradesco BBI vê uma configuração positiva ou melhorada para a varejista nos resultados do 4º trimestre de 2025, nos aspectos operacional, competitivo e de avaliação. Aponta ainda que acredita que esse resultado, que pode vir “em linha” com o esperado, provavelmente destacará novamente a força do ecossistema da companhia, com um crescimento sólido do GMV em várias regiões, consolidando a impressão de que investimentos de curto prazo são prudentes e racionais e, mais importante, deram resultados precoces em maior engajamento e consolidação de mercado.

Perspectivas

O relatório aponta que o Bradesco BBI espera que o Mercado Livre entregue mais um trimestre de crescimento robusto em termos de GMV no último trimestre de 2025, com desempenho sólido em todas as geografias.

“Estimamos que o GMV do Brasil crescerá 35% ano contra ano, apoiado pelos ajustes nos limites de frete gratuito implementados em junho de 2025”, diz parte do relatório.

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No lado fintech, prevê crescimento sólido contínuo na carteira de crédito, enquanto as margens do NIMAL devem enfrentar pressão (compressão de 5,5pp ano a ano), refletindo os efeitos do mix de portfólio, vencimento dos empréstimos e a implementação dos cartões de crédito na Argentina.

No nível da DRE, o documento prevê um crescimento líquido consolidado da receita de aproximadamente 42% ano a ano, com EBIT de US$ 861 milhões, o que implica uma pressão de margem em cerca de 3,55pp (aumento de 0,2pp no trimestre).