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Embraer: Queda das ações é injustificada, diz BTG

Embraer: Queda das ações é injustificada, diz BTG

Guidance para 2026 incorporou tarifa de 10% entre Brasil e EUA — cenário que o BTG considera improvável após decisão da Suprema Corte

As ações da Embraer (EMBJ3) recuam forte após a divulgação do balanço do final de 2025, dando sequência a um desempenho fraco no início de 2026, porém os analistas do BTG Pactual não concorda com esse movimento.

“Após desempenho estelar em 2024 e 2025, as ações da Embraer estiveram um tanto fracas no início de 2026, o que consideramos cada vez mais injustificado dado o momentum positivo tanto da companhia quanto do setor”, afirmam os analistas Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim.

O banco reitera recomendação de compra, com a ação negociando a 11 vezes o valor da empresa sobre o Ebitda (EV/EBITDA) de 2026.

O balanço

Segundo os analistas, o resultado do quarto trimestre reforça o otimismo. A receita líquida atingiu US$2,7 bilhões — alta de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior e 5% acima das estimativas do BTG. A empresa entregou 91 aeronaves no trimestre: 32 comerciais, 53 executivas e 6 de defesa.

O Ebitda ajustado chegou a US$ 298 milhões, ante US$ 236 milhões no trimestre anterior, enquanto o fluxo de caixa livre ajustado foi de US$ 738 milhões — resultado que levou a empresa a uma posição de caixa líquido positivo de US$ 109 milhões, revertendo dívida de US$ 439 milhões no trimestre anterior.

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Guidance

O guidance para 2026 veio conservador — e o BTG vê nisso uma fonte de upside. A Embraer incorporou uma tarifa de 10% entre Brasil e EUA em suas projeções.

“Vemos esse cenário como improvável após a recente decisão da Suprema Corte dos EUA e o fluxo de notícias sobre o tema, e esperamos que as tarifas que afetam especificamente a Embraer sejam eventualmente reduzidas a zero”, afirmam os analistas. Com tarifas zeradas, as margens podem superar o guidance de 8,7% a 9,3% de EBIT ajustado.

O encerramento de 2025 foi, nas palavras do banco, “o fechamento forte de um ano fenomenal”. A Embraer superou o guidance em praticamente todas as métricas, acumulou mais de 150 pedidos do E2 e expandiu o backlog para US$ 32 bilhões — ou cerca de US$ 50 bilhões incluindo opções.

“Acreditamos que o momentum de lucros da Embraer deve permanecer forte, sustentado pelas dinâmicas favoráveis no mercado global de aviação”, concluem Marquiori, Recchia e Alkmim.