O Mercado Livre (MELI34) é uma ação vista como um gerador de valor estrutural de longo prazo no comércio digital e fintech na América Latina, ao combinar escala, marca, profundidade de ecossistema e liderança tecnológica de uma forma inigualável na região. Relatório do banco BTG Pactual (BPAC11), no entanto, avalia que com a ação sendo negociada a 36x P/E 2026 (Preço/Lucro), o desempenho de curto prazo das ações provavelmente permanecerá mais instável do que em ciclos anteriores. A recomendação é de compra.
Segundo o relatório, isto ocorre diante de um cenário com um ambiente competitivo ainda intenso e a normalização contínua das margens — enquanto o risco de uma renovada agressividade promocional não pode ser totalmente descartado.
“Como resultado, o MELI permanece uma história de crescimento de alta qualidade com fundamentos excepcionais de longo prazo, mas onde a volatilidade trimestral deve ser esperada e aceita como parte da jornada de investimento”, diz parte do relatório.
Mercado Livre (MELI34): retorno como tática
Recentemente, a fintech informou que ainda não pretende ter como prioridade a obtenção de uma licença bancária completa no Brasil. O CEO da companha no país, André Chaves, informou, de acordo com o documento do BTG, que a decisão é movida principalmente por uma questão de sequenciamento e foco, e não por resistência regulatória. A empresa já solicitou licenças bancárias no México e na Argentina e prefere concluir esses processos antes de reavaliar o Brasil.
O tema ganhou relevância principalmente depois de o Nubank (NU; ROXO34) ter obtido junto ao Banco Central (BC) para preservar sua marca, uma vez que a autoridade financeira do país emitiu uma resolução restringindo o uso do termo “banco” por algumas fintechs.
Como o Mercado Pago – fintech vinculada ao Mercado Livre – não depende da terminologia “banco” em seu branding e já opera com as devidas autorizações financeiras, os executivos argumentaram que a nova regra não altera materialmente seu posicionamento. Para os executivos, a regulação é um fator entre muitos, mas não uma “função de força”. Em vez disso, a empresa ressaltou que as decisões de licenciamento devem gerar um valor incremental claro para justificar a carga operacional.






