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Nubank quer ser o “maior banco digital do Ocidente”

Nubank quer ser o “maior banco digital do Ocidente”

Concorrência acirrada, regulação complexa e monetização mais lenta no exterior: os principais desafios do Nubank na expansão global

O Nubank (ROXO34) deseja ser um competidor direto da Revolut, fintech que oferece câmbio internacional, revelou um artigo publicado no Financial Times. Segundo o jornal, é uma “a corrida para se tornar o banco digital mais valioso do Ocidente”.

O artigo destaca a ambição estratégica de longo prazo do Nubank e ressalta que a próxima cartada do fundador e CEO David Vélez consiste em evoluir de um banco digital focado no Brasil para uma empresa global de tecnologia.

E isso se daria além das Américas, em uma expansão planejada para os próximos 12 a 24 meses.

De modo geral, o artigo enfatiza três temas principais, ressalta o BTG Pactual em um relatório enviado a clientes nesta terça-feira (3).

1 – A rápida valorização e rentabilidade do Nubank, que lhe permitiu ultrapassar o Revolut como a fintech mais valiosa do mundo;

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2 – A ambição da NU de se tornar uma plataforma global de banco digital, com os EUA sendo vistos como a próxima grande fronteira estratégica; e

3 – A crescente importância da tecnologia e da análise de crédito baseada em IA como vantagens competitivas — juntamente com os riscos de execução associados à expansão internacional.

“De forma mais ampla, o artigo reforça um tema-chave que temos discutido cada vez mais com investidores: a crescente relevância global das plataformas de banco digital latino-americanas”, pontuam os analistas Eduardo Rosman, Thiago Paura e Ricardo Buchpiguel.

O BTG listou 5 pontos que podem levar o Nubank a atingir os seus objetivos:

Nubank supera Revolut em valor de mercado

O Nubank atingiu valor aproximado de US$ 90 bilhões, ultrapassando o Revolut e tornando-se a fintech listada mais valiosa do mundo. O avanço reflete monetização mais rápida, maior escala e lucratividade superior, evidenciando a competitividade crescente de fintechs de mercados emergentes frente a bancos digitais europeus e americanos.

Forte rentabilidade impulsiona o modelo do Nubank

Com lucro líquido projetado de quase US$ 3 bilhões em 2025, o Nubank já apresenta ROEs comparáveis — e, por vezes, superiores — aos grandes bancos tradicionais. A performance decorre de underwriting mais preciso, menor custo de aquisição e maior cross-sell, consolidando a transição para um modelo de retorno sustentável.

Expansão internacional com foco nos EUA

Após obter aprovação condicional para operar como banco nos EUA, o Nubank mira nichos pouco atendidos, como áreas rurais e a população hispânica. A estratégia vê o mercado americano como passo central para construir uma plataforma financeira global, além de abrir caminho para futuras expansões fora das Américas.

Tecnologia e IA como motores estruturais do Nubank

Mesmo com expansão global, o Brasil segue como hub de inovação, concentrando mais de 60% da equipe. O Nubank aposta em IA para crédito, automação e analytics, garantindo escalabilidade e custos baixos. A empresa se posiciona mais como plataforma tecnológica financeira do que como banco digital tradicional.

Riscos no caminho global

Replicar a alta lucratividade nos EUA será difícil, dado o mercado bancário mais competitivo e margens menores. A regulação pesada eleva custos, e diversificar produtos além de crédito e pagamentos exige execução precisa. Analistas alertam ainda para monetização mais lenta em mercados novos durante a fase inicial de expansão.

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