As ações da Marcopolo (POMO4), que caíram em torno de 23% até setembro do ano passado, têm preocupado os investidores. Mas relatório do banco Safra, diz que não é há motivo de tensão, uma vez porque o desempenho na área internacional da companhia vai indo bem.
O relatório do banco também diz que a companhia possui fundamentos sólidos e ainda considera a empresa uma oportunidade atrativa dentro de sua cobertura, sustentada por uma avaliação interessante e uma perspectiva saudável em seus mercados principais.
“Esperamos que os volumes continuem crescendo em 2026 (+7,6% A/A), impulsionados principalmente pelos mercados internacionais, que seguem fortes. As tendências positivas na Austrália e no México devem compensar uma leve queda dos volumes na Argentina após um 2025 robusto, sustentando o bom desempenho das operações internacionais”, ressalta o documento.
Diante desse cenário, o Safra atualizou as estimativas para Marcopolo e introdu um novo preço-alvo de 12 meses de R$ 9 (ante R$ 10,50), o que implica um upside de 37%, enquanto mantém a recomendação de compra para as ações da companhia.
Marcopolo: mercado doméstico com volumes estáveis
O documento informa ainda que no mercado doméstico, esperam-se volumes amplamente estáveis. Embora a demanda por ônibus rodoviários deva enfraquecer com juros elevados, isso deve ser parcialmente compensado pelo melhor momento no segmento urbano.
“Também esperamos que pedidos adicionais do Ministério da Saúde sustentem a demanda pelos modelos micro e Volare — especialmente em um cenário de volumes potencialmente menores no CDE”, diz outro trecho do relatório.
Do lado da rentabilidade, o Safra espera por margens resilientes, praticamente estáveis ano contra ano, sustentadas por volumes internacionais mais fortes; um perfil de entregas mais favorável no segmento urbano, com melhora gradual do mix; e recuperação na contribuição da NFI, que pesou sobre os resultados de 2025 devido a itens não recorrentes.
“Também aproveitamos para abordar pontos-chave que devem ganhar destaque em 2026, como: o programa de tarifa zero no transporte público — para avaliar seu impacto potencial, conduzimos um estudo sobre o volume adicional possível para a Marcopolo; o Grupo NFI — esperamos um cenário melhor adiante após um 2025 turbulento; expansão para a Europa; processo licitatório do CDE”, diz outra parte do relatório.
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