A Magazine Luiza (MGLU3) reportou resultados fracos no primeiro trimestre de 2026, com o canal online deteriorando mais do que o esperado e a companhia registrando prejuízo líquido de R$ 55 milhões.
Para as analistas Danniela Eiger, Pedro Caravina e Laryssa Sumer, da XP Investimentos, o trimestre reflete um ambiente macro e competitivo ainda difícil para a varejista.
“O canal online foi ainda mais pressionado do que antecipávamos, com o 1P deteriorando nas principais categorias de eletrônicos e levando a um Ebitda 5% abaixo do esperado”, afirmam as analistas — que mantêm recomendação neutra para o papel.
Online cai, físico resiste
O GMV do e-commerce recuou 11% na comparação anual, com o canal 1P cedendo 9% — impactado pelo aumento nos preços de chips de memória — e o 3P recuando 14%.
“A companhia continua priorizando margens em vez de crescimento, e o 1P é impactado nas principais categorias de eletrônicos devido a aumentos nos preços de chips de memória”, detalham as analistas.
As lojas físicas, entretanto, seguiram resilientes. O SSS (Vendas nas Mesmas Lojas) ficou em 6,4% — acima da estimativa de 5,5% da XP, ainda que desacelerando em relação aos 8,4% do quarto trimestre de 2025.
A receita líquida cresceu 3,4% anual, sustentada por receitas de serviços e pelo canal físico. O Ebitda ajustado somou R$ 718 milhões, com margem de 7,8%.
Queima de caixa e Copa à frente
O fluxo de caixa livre foi negativo em R$ 1,7 bilhão após arrendamentos — alta de 64% anual —, reflexo do investimento em estoques estratégicos para a Copa do Mundo e do capex de tecnologia.
“O trimestre continua refletindo um ambiente macro e competitivo difícil para a Magalu, enquanto vendas relacionadas à Copa do Mundo podem trazer algum alívio para a receita”, avaliam Eiger, Caravina e Sumer.
Entre os destaques positivos, a MagaluPay originou 30% do CDC nas lojas físicas e o NPL acima de 90 dias da Luizacred melhorou para 7,2%. O Magalu Ads cresceu 39% e o WhatsApp da Lu superou 9 milhões de conversas com NPS de 85.






