O JP Morgan revisou sua visão sobre a Simpar (SIMH3) e suas empresas controladas, reduzindo os preços-alvo de todas as companhias do grupo e rebaixando a recomendação para a holding de Compra para Neutra. A decisão reflete a atualização das premissas macroeconômicas do banco, que passou a considerar um ambiente de juros elevados por mais tempo, além de incorporar os recentes aumentos de capital realizados pelas empresas.
Na avaliação da instituição, o desconto com que a Simpar negocia em relação ao valor de seus ativos já não é suficiente para compensar os riscos de um cenário financeiro mais restritivo. Com isso, o preço-alvo da holding foi reduzido de R$ 14,50 para R$ 12, ainda indicando potencial de valorização de 54,8% em relação ao fechamento mais recente.
A revisão também atingiu as principais subsidiárias da Simpar, embora o banco tenha mantido uma visão mais positiva para algumas delas.
Simpar: JP Morgan ainda tem preferência por JSL e Vamos
Entre as empresas do grupo, a preferência do JP Morgan continua sendo a JSL (JSLG3) e a Vamos (VAMO3). Para a companhia de logística, o banco manteve a recomendação de Compra, apesar de reduzir o preço-alvo de R$ 11 para R$ 10 por ação. Mesmo após o corte, os analistas estimam um potencial de valorização de cerca de 84%.
No caso da Vamos, especializada em locação e comercialização de caminhões, máquinas e equipamentos, a recomendação também permaneceu em Compra. O preço-alvo foi revisado de R$ 6 para R$ 5 por ação, mas o JP Morgan vê espaço para uma valorização de aproximadamente 82%.
Segundo o banco, ambas se destacam pela evolução operacional, pelo avanço no processo de desalavancagem financeira e pelo potencial de geração de valor nos próximos anos, fatores que sustentam uma visão mais otimista mesmo diante do ambiente macroeconômico mais desafiador.
Já a Movida (MOVI3) teve o preço-alvo reduzido de R$ 12,50 para R$ 12 por ação, enquanto a recomendação foi mantida em Neutra. O potencial de alta estimado pelo JP Morgan é de cerca de 29%.
A revisão reforça que, embora as subsidiárias da Simpar continuem apresentando fundamentos distintos, o cenário de juros elevados influencia as perspectivas para todo o grupo, especialmente em negócios intensivos em capital e dependentes de financiamento.
Na visão do JP Morgan, a combinação entre custos financeiros mais elevados e um ambiente macroeconômico ainda restritivo justifica uma postura mais cautelosa em relação à holding. Ao mesmo tempo, o banco entende que empresas como JSL e Vamos seguem oferecendo oportunidades mais atrativas dentro das subsidiárias da Simpar, em função da melhora operacional e do potencial de valorização ainda embutido em suas ações.
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