O incidente em Maceió (AL), envolvendo a Braskem (BRKM5) ganha novos contornos nesta quarta-feira (10). Em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga o afundamento do solo na capital alagoana, o vice-presidente da empresa admitiu culpa da companhia no episódio.
“É evidente a contribuição da Braskem e sua responsabilidade nos eventos ocorridos em Maceió. Isso está claro. É por isso que todos os esforços da empresa estão concentrados em reparar, mitigar e compensar os danos causados pela subsidência na região”, afirmou o representante da empresa. Porém, ele ressaltou que a companhia disponibilizou todos os recursos necessários para a realocação dos moradores afetados.
O executivo informou, no entanto, que a empresa seguiu as normas técnicas exigidas pelas autoridades para a realização da mineração de sal-gema. Esta é a primeira vez que um executivo do alto escalão da empresa admite responsabilidade direta da companhia nesse incidente.
Em relação ao tempo de atuação da Braskem na região, o representante, que está na empresa há 14 anos e começou a se envolver no processo relacionado a Maceió em maio de 2019, destacou que as atividades de extração de sal-gema na cidade tiveram início em 1976. Os primeiros sinais de tremores próximos às áreas de exploração foram detectados em março de 2018.

Incidente em Maceió: relembre o caso
O incidente em Maceió criou sérios problemas para a petroquímica. Desde pedidos de negociações com a prefeitura até a instalação da CPI para investigar o caso, em Brasília (DF).
No fim de novembro, a prefeitura de Maceió decretou estado de emergência devido ao risco iminente de colapso e desabamento de casas e outras construções no bairro Mutange, provocado por poços da antiga mina de sal-gema da
Em dezembro do ano passado, a empresa divulgou um histórico de ações realizadas pela empresa para o fechamento das minas de sal-gema em Maceió (AL) desde 2019, quando as extrações foram encerradas. Parte dessas minas vêm causando afundamentos que obrigaram moradores a deixar suas casas no bairro do Mutange.
Ainda em dezembro, o Senado autorizou a instalação da CPI para investigar as atividades na região do copalso do solo. O senador Omar Aziz (PSD-AM) foi escolhido por aclamação para presidir a CPI, enquanto o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) assumiu o cargo de vice-presidente do colegiado.
Você leu sobre incidente em Maceió. Para investir melhor, consulte os e-books, ferramentas e simuladores gratuitos do EuQueroInvestir! Aproveite e assine a nossa newsletter: receba em seu e-mail, toda manhã, as principais notícias do portal!






