A prefeitura de Maceió (AL) decretou estado de emergência devido ao risco iminente de colapso e desabamento de casas e outras construções no bairro Mutange, provocado por poços da antiga mina de sal-gema da Braskem (BRKM5).
“Devido ao risco de colapso de uma mina no Mutange, decretei estado de emergência por 180 dias em Maceió. As equipes de todas as secretarias estão unidas e prontas para agir com ações emergenciais. Estamos em alerta para preservar vidas e garantir a segurança de todos”, informou o prefeito João Henrique Caldas, que criou um gabinete de crise para lidar com o assunto.
A Defesa Civil já havia registrado tremores de terra no início da semana e emitido um alerta para que os moderadores não circulassem pela região. Com o agravamento dos tremores, a prefeitura providenciou a retirada preventiva das famílias das áreas de risco próximas ao local. Os moradores vêm sendo instalados em abrigos provisórios.
A Braskem (BRKM5) informou que seu sistema de monitoramento detectou os sismos e movimentações de solo atípicas e, diante disso, paralisou suas atividades na área de resguardo. A empresa paralisou a extração de sal-gema em Maceió em 2019, após o aparecimento de rachaduras em imóveis e vias de quatro bairros da capital alagoana.
Na época, milhares de imóveis foram desocupados e as famílias, realocadas para outras regiões. A área sob risco de colapso está entre as que foram desocupadas, mas há moradores em bairros próximos que ainda correm risco.A petroquímica disse ainda que acompanha de forma ininterrupta os dados coletados por seu sistema de monitoramento, que também são compartilhados em tempo real com a Defesa Civil.
No início da semana, a Braskem (BRKM5) informou que prevê desembolsar mais R$ 5,6 bilhões, além dos R$ 9,2 bilhões já gastos desde 2019, em ações compensatórias.






