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Incerteza ronda venda de participação da Oi na V.Tal

Incerteza ronda venda de participação da Oi na V.Tal

É o que aponta relatório do Bradesco BBI sobre o processo de venda

A venda da participação da Oi (OIBR3) na V.Tal rodeada de incertezas. É o que aponta relatório do Bradesco BBI ao avaliar os novos passos do negócio após suspensão judicial e tendo o banco BTG Pactual (BPAC11) como único interessado.

Segundo o relatório da casa de análise, a operadora de telefonia e internet banda larga havia informado que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) havia barrado a aprovação da venda de sua participação na V.tal para o BTG, avaliada em R$ 4,5 bilhões. Em uma análise preliminar, o tribunal destacou que a oferta encaminhada corresponde a menos de 40% do preço mínimo estabelecido no processo de venda, fixado em R$ 12,3 bilhões.

Com isso, a decisão representa uma vitória para os credores internacionais UMB Bank, SC Lowy Primary Investments e Pimco, que se opunham à operação e recorreram da decisão.

Novos interessados?

Para o BBI, diante desse impasse, há baixa probabilidade de surgimento de novos interessados em um eventual novo processo de venda da fatia da empresa na V.Tal.

“Esse ponto é ainda mais relevante considerando que o valor de R$ 4,5 bilhões pela fatia de 27,5% (implicando um valuation de aproximadamente R$ 16 bilhões para a V.tal) já nos parecia elevado”, diz trecho do relatório.

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O documento destaca também que a consolidação de 100% da V.tal pelo BTG facilitaria a execução de iniciativas estratégicas, incluindo potenciais desinvestimentos de ativos por parte do banco de investimentos.

“Em nossa visão, a base de clientes + infraestrutura da Oi Fibra poderia se tornar um alvo de aquisição por grandes players do setor (Vivo, Claro e TIM), especialmente pela TIM – que é a única dentre elas sem uma presença relevante em fibra, e essa operação permitiria à companhia ganhar escala nacional nesse segmento”, completa o BBI.

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