A agência de risco Moody´s rebaixou o rating corporativo da Cosan (CSAN3) de Ba2 para Ba3 e colocou a nota em revisão para novo possível rebaixamento no futuro. Da mesma forma, a agência reduziu a classificação dos títulos sênior sem garantia da Cosan Overseas Limited, de Ba2 para Ba3, também em revisão para downgrade. Anteriormente, a perspectiva para ambas as entidades era negativa.
“O rebaixamento incorpora as incertezas relacionadas à reestruturação e à adequação de capital que será conduzida pela Raízen S.A. (Caa1 negativo), principal subsidiária sob controle compartilhado da Cosan”, diz parte do relatório.
No pano de fundo desse rebaixamento, está as dívidas da subsidiária Raízen (RAIZ4). Para a agência de risco, o rebaixamento incorpora as incertezas relacionadas à reestruturação e à adequação de capital que será conduzida pela Raízen (Caa1 negativo), principal subsidiária sob controle compartilhado da Cosan.
Sem dividendos
Para a agência de risco, stakeholders do grupo tendem a permanecer cautelosos diante da evolução do caso Raízen, o que pode atrasar ou restringir termos de venda de ativos e o acesso ao mercado pela Cosan e suas principais subsidiárias. Diante desse cenário, a Moody’s não espera pagamento de dividendos pela Raízen nas próximas duas safras, aumentando a dependência de fluxos sustentados da Compass e de outras subsidiárias.
O relatório aponta ainda que a revisão para possível rebaixamento observará os desdobramentos da reestruturação de capital da Raízen e eventuais efeitos indiretos que possam ampliar a percepção de risco do grupo. E caso a empresa não consiga reduzir a dívida no nível da holding e ampliar o suporte direto à Raízen, retardando a desalavancagem, pode ocorrer um novo downgrade.
“Enfraquecimento da liquidez, quedas amplas nas avaliações de ativos ou condições de crédito mais restritivas que tornem vendas de ativos ou acesso ao mercado de capitais inviáveis também podem pressionar a nota. Piora na qualidade de crédito ou no desempenho operacional de subsidiárias-chave, afetando o fluxo de dividendos para a holding, é outro fator de risco”, completa o relatório.






