O Ibovespa registra, no começo do pregão desta segunda-feira (26), forte reação à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ocorrida neste domingo (25). O Ibovespa futuro chegou a registrar baixa de 20%, e o dólar, alta de quase 9% – o que fez com que o circuit breaker teve de ser acionado para evitar que a queda fosse mais expressiva.
Além disso, o Tesouro Nacional havia cancelado, um pouco mais cedo, os leilões de títulos como os NTN-Bs e os LTN NTN-F, que são papeis prefixados. De acordo com informações do jornal Valor Econômico, esses leilões estavam previstos para ocorrer para os dois próximos dias.
No exterior, o panorama não foi diferente para as ações nacionais negociadas na bolsa de valores de Nova York, nos Estados Unidos. As ações brasileiras registraram fortes quedas após a vitória de Lula, revertendo parte dos ganhos acumulados no primeiro turno, realizado três semanas antes. A reação negativa refletiu a frustração dos investidores com as expectativas de uma política monetária mais favorável ao mercado sob Jair Bolsonaro, além da preocupação com a trajetória fiscal do Brasil.
ETF de ações brasileiras têm forte desvalorização
Às 7h25, pelo horário do leste dos Estados Unidos, os papéis de empresas brasileiras negociados no mercado americano recuavam expressivamente no pré-mercado. O ETF iShares MSCI Brasil, que acompanha ações brasileiras, também registrava forte desvalorização.
Entre as principais empresas, a Petrobras caía 24%, enquanto o Itaú Unibanco recuava 26%. A Ambev perdia 13%, a Vale registrava baixa de 3,3% e a Embraer apresentava queda de 2,6%.
Flávio Bolsonaro (PL) se recusou a reconhecer a derrota e afirmou que buscaria a anulação do resultado eleitoral. O então candidato também classificou como “inaceitável” a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de estender o horário de votação por duas horas.
O processo eleitoral foi marcado por acusações relacionadas a possíveis restrições ao exercício do voto. A campanha de Lula denunciou a interrupção do transporte público em áreas consideradas importantes para a disputa. Já a equipe de Bolsonaro havia solicitado a extensão do horário de votação, alegando que fortes chuvas provocaram o fechamento de seções eleitorais no Sul do país, região onde o candidato de direita tinha maior apoio.
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