Após as eleições que definiram a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como ficam as ações de empresas de petróleo e gás? O Bradesco BBI avaliou como pode ser o cenário daqui para a frente para algumas empresas do setor. Para a Petrobras (PETR4), a visão é positiva, mas a casa de análise decidiu por reduzir o preço-alvo para a petroleira.
Em um ambiente de juros mais altos por mais tempo, o BBI adota uma postura mais cautelosa para Cosan (CSAN3) e Compass (PASS3) e vê melhor relação entre risco e retorno em Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3), que apresentam perfil mais defensivo e exposição à atividade econômica doméstica.
Enquanto isso, a perspectiva para as distribuidoras permanece construtiva, apoiada pelo combate à informalidade no mercado de combustíveis, que pode sustentar revisões positivas de resultados. Além disso, as ações de ambas ficaram para trás em relação ao Ibovespa nas últimas três semanas.
“UGPA3 negocia a 13,6 vezes o lucro estimado (P/L), considerando margem EBITDA de aproximadamente R$ 200/m³, ou a 10,6 vezes em um cenário de R$ 250/m³. Para VBBR3, os múltiplos seriam de 10,1 vezes e 8,0 vezes, respectivamente”, diz trecho do relatório.
Visão positiva para a Petrobras, mas preço-alvo menor
Para a Petrobras, uma das empresas com maior peso no Ibovespa, o BBI mantém uma visão considerada positiva, apoiada pelo bom desempenho operacional, pela produção acima das expectativas e pela possibilidade de spreads de refino mais elevados em 2027 sustentarem novas revisões de resultados.
“Ainda assim, seguimos cautelosos com o aumento de exposição a produtoras puras de petróleo, uma vez que os preços do Brent estão próximos das máximas do ciclo, impulsionados por fatores geopolíticos”, diz outro trecho do relatório.
Além disso, a casa de análise reduziu o preço-alvo para as ações preferenciais da Petrobras para o final de 2027 de R$ 62 para R$ 55 por ação, incorporando um retorno em dividendos exigido de 10%, ante 8% anteriormente, sem alterar as estimativas operacionais.
“Após o resultado do segundo turno, esperamos maior inclinação da curva de juros e aumento do custo de capital das companhias mais sensíveis às taxas de desconto”, completa.
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