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Ibovespa: Petróleo recua após salto de 6% e alivia parte da pressão

Ibovespa: Petróleo recua após salto de 6% e alivia parte da pressão

Recuo do petróleo alivia parte das preocupações inflacionárias e favorece a recuperação dos futuros em Nova York e das bolsas europeias

O Ibovespa futuro opera em queda de 0,6% com os mercados globais atentos aos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos. Os números devem ajudar a calibrar as expectativas para as decisões de juros do Copom e do Federal Reserve na próxima semana.

O recuo do petróleo alivia parte das preocupações inflacionárias dos últimos dias e favorece a recuperação dos futuros em Nova York e das bolsas europeias. Os mercados asiáticos, porém, encerraram o pregão em queda.

Nos juros e no câmbio, os rendimentos dos Treasuries recuam e o dólar apresenta viés de alta frente às principais moedas. Nas commodities, o petróleo corrige após o salto superior a 6% registrado na quinta-feira, movimento puxado pelas tensões no Oriente Médio. O minério de ferro fechou em queda de 1,78%, a US$ 107,05.

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Commodities fracas limitam o alívio externo

Para os ativos domésticos, o ambiente internacional mais construtivo tende a ser parcialmente compensado pela fraqueza das commodities. O efeito recai sobre as empresas ligadas a petróleo e mineração.

O pré-mercado já dava esse sinal, com o ETF EWZ em leve baixa, acompanhando as perdas nos ADRs de Petrobras e Vale. Na agenda doméstica, o IPCA de agosto concentra as atenções pelo potencial impacto sobre a curva de juros, enquanto a divulgação de uma nova pesquisa Datafolha e o ambiente político seguem acompanhados de perto.

Análise técnica

O Ibovespa superou a resistência dos 187.700 pontos, mantendo a tendência de alta e o comportamento do preço acima das médias. O IFR permanece em região de sobrecompra, mas apresenta leve perda de inclinação, o que sinaliza menor impulso após a recuperação forte. Enquanto sustentar a região rompida, o movimento pode buscar os 199.380 pontos.

A recomendação do dia fica com o BDR da Amazon (AMZO34), com compra entre 65,02 e 65,35. O primeiro objetivo está em 66,80, com ganho estimado entre 2,23% e 2,74%, e o segundo em 69,73, entre 6,71% e 7,24%. O stop foi marcado em 63,89, o que representa perda estimada entre 1,74% e 2,23%.