O Ibovespa hoje (14) voltou a renovar sua máxima histórica e ultrapassou pela primeira vez a marca dos 199 mil pontos, em mais um pregão de valorização da bolsa brasileira.
O principal índice da B3 ($B3SA3) chegou a 199.334,89 pontos às 11h, depois de já ter batido sucessivos recordes ao longo da manhã.
O novo patamar foi alcançado um dia depois de o índice ter encerrado o pregão anterior em 198.000,71 pontos, então o maior fechamento da história. Nesta terça-feira (14), o mercado brasileiro avançou mesmo com a pressão sobre as ações da Petrobras (PETR4), que recuavam com a queda do petróleo no exterior.
O que move a bolsa
O avanço do Ibovespa ocorre em meio às apostas de uma possível resolução da guerra no Oriente Médio, com investidores monitorando novos sinais de negociação entre Estados Unidos e Irã. Em Wall Street, o viés também era positivo, com altas de 0,07% no Dow Jones, 0,32% no S&P 500 e 0,76% no Nasdaq, o que ajudava o humor dos mercados.
No Brasil, outro vetor de suporte veio do câmbio. O dólar comercial renovou mínima de dois anos e chegou a R$ 4,972 no intradia, enquanto os juros futuros operavam mistos.
Ao mesmo tempo, grandes bancos abriram no azul e a Vale (VALE3) também avançava, o que contribuiu para compensar a fraqueza das ações da Petrobras.
As ações da estatal petrolífera, por outro lado, limitaram ganhos mais amplos do índice. PETR3 chegou a cair 4,35% e PETR4 recuava 3,62%, em um dia marcado pela queda dos barris de petróleo e pela leitura de que o mercado seguia acompanhando os desdobramentos geopolíticos e seus efeitos sobre a energia.
Além do exterior, o mercado local também reagiu a indicadores domésticos. O setor de serviços do Brasil cresceu 0,1% em fevereiro, abaixo das projeções, em dado que reforçou a percepção de desaceleração da atividade econômica na margem. Ainda assim, o fluxo para ativos brasileiros continuou favorecendo a renda variável nesta terça-feira.
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