O Ibovespa hoje encerrou o pregão em baixa de 0,48%, aos 175.744 pontos, em um dia marcado por volatilidade no mercado doméstico, com avanço do dólar. Ao longo da sessão, o principal índice da Bolsa brasileira oscilou entre a mínima de 175.554 pontos e a máxima de 177.640 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 22,6 bilhões.
No câmbio, o dólar à vista fechou em alta de 0,67%, cotado a R$ 5,0609, após variar entre R$ 5,0313 e R$ 5,0709 durante o dia.
O mercado repercutiu os números da Dívida Pública Federal, que registrou crescimento de 1,91% em abril, alcançando R$ 8,798 trilhões. Segundo o Tesouro Nacional, o aumento foi impulsionado pela emissão líquida de títulos públicos e pela incorporação de juros à dívida.
Ações de commodities e varejo pressionam índice
Entre as maiores quedas do Ibovespa hoje, destaque para Cosan (CSAN3), que recuou 6,31%, seguida por Copasa (-4,71%), Natura (-4,13%), Braskem (-3,08%) e MRV (-2,93%).
As ações ligadas ao setor de petróleo também sentiram o impacto da forte queda do petróleo no mercado internacional.
O barril do petróleo nos Estados Unidos caiu 5,55%, encerrando o dia cotado a US$ 88,68. O movimento ocorreu após veículos estatais iranianos informarem que o Irã pretende restaurar o tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz aos níveis pré-guerra dentro de um mês, segundo informações da Reuters.
Por outro lado, algumas ações conseguiram sustentar ganhos relevantes no pregão. Usiminas liderou as altas do índice, avançando 5,90%, seguida por Raia Drogasil (+2,72%), CSN Mineração (+2,66%), Embraer (+1,55%) e Assaí (+1,54%).
Bolsas americanas renovam recordes
Enquanto o mercado brasileiro fechou em queda, os principais índices de Wall Street encerraram o dia em território positivo e renovaram máximas históricas.
O Dow Jones subiu 0,36%, aos 50.644,28 pontos, registrando novo recorde de fechamento. O S&P 500 avançou 0,02%, aos 7.520,36 pontos, também em máxima histórica, enquanto o Nasdaq Composite teve leve alta de 0,02%.
Analistas apontam que a queda do petróleo ajudou a aliviar preocupações inflacionárias nos Estados Unidos, dando suporte às bolsas americanas.
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