O Ibovespa hoje (1º) fechou em queda na primeira sessão do segundo semestre, pressionado pela alta dos juros futuros e por ruídos domésticos que aumentaram a cautela dos investidores. O principal índice da Bolsa brasileira recuou 0,20%, aos 171.688,61 pontos, baixa de 335,51 pontos.
O mercado também repercutiu o cenário externo, com queda dos índices em Nova York e cautela em torno das ações de tecnologia e inteligência artificial. No Brasil, pesaram a reação dos DIs, preocupações políticas e o início de um semestre que deve ser marcado por maior sensibilidade à corrida eleitoral.
O volume financeiro somou R$ 22,70 bilhões. Na semana, o Ibovespa acumula queda de 0,93%. Em julho e no terceiro trimestre, o índice recua 0,20%. No ano, porém, ainda sobe 6,56%.
Juros futuros e ruídos domésticos pesam
A sessão foi marcada por pressão nos juros futuros, em meio à cautela com o cenário doméstico e externo. No Brasil, investidores reagiram a ruídos políticos e institucionais após sanções dos Estados Unidos ligadas à classificação de facções brasileiras como organizações terroristas.
O cenário eleitoral também entrou no radar, após a divulgação de nova pesquisa envolvendo a disputa presidencial de 2026. A leitura no mercado é que o segundo semestre tende a trazer mais volatilidade para os ativos locais, especialmente diante das dúvidas sobre política fiscal, juros e crescimento.
O dólar comercial também reforçou o tom defensivo. A moeda americana encerrou o dia em alta de 0,90%, vendida a R$ 5,209, após duas quedas seguidas. No exterior, o DXY avançou 0,21%, aos 101,40 pontos, refletindo a força global da divisa americana.
Nova York fecha em queda com tecnologia no radar
Nos Estados Unidos, os principais índices fecharam em baixa, apesar de terem reduzido parte das perdas ao longo do pregão. O Dow Jones caiu 0,01%, aos 52.306,22 pontos. O S&P 500 recuou 0,21%, aos 7.483,40 pontos. Já o Nasdaq perdeu 0,66%, aos 26.040,03 pontos.
O mercado acompanhou falas de Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve, que indicou uma visão menos pessimista sobre os riscos inflacionários. Ainda assim, investidores seguiram cautelosos com a possibilidade de juros altos por mais tempo e com a avaliação das empresas ligadas à inteligência artificial.
A agenda desta quinta-feira também deve concentrar atenção, com a divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos. O payroll será acompanhado de perto por seu impacto nas apostas para os próximos passos do Fed.
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Payroll fica no radar
A agenda de quinta-feira deve manter os investidores atentos aos dados de emprego nos Estados Unidos. O payroll é considerado um dos indicadores mais importantes para o Federal Reserve, pois ajuda a calibrar a leitura sobre atividade, inflação e juros.
Um mercado de trabalho mais forte pode reforçar a percepção de juros elevados por mais tempo nos EUA. Já dados mais fracos podem aliviar parte da pressão sobre ativos de risco, incluindo bolsas emergentes.






