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Ibovespa futuro: Recuo do petróleo alivia mercados antes do Fed e Copom

Ibovespa futuro: Recuo do petróleo alivia mercados antes do Fed e Copom

Rendimentos dos Treasuries operam em baixa, um dia depois de a taxa de dez anos atingir o maior nível desde 2007

O Ibovespa futuro opera quase estável com o recuo do petróleo trazendo algum alívio aos mercados nesta quarta-feira (16), antes da decisão de juros do Federal Reserve. A commodity cede cerca de 1% depois de duas sessões de alta, movimento puxado pelo aumento dos estoques nos Estados Unidos.

Os futuros de S&P 500, Nasdaq e Dow Jones avançam em Nova York, as bolsas europeias sobem e os mercados asiáticos fecharam em alta. O dólar oscila perto da estabilidade ante as principais moedas.

Nos juros, os rendimentos dos Treasuries operam com viés de baixa, um dia depois de a taxa de dez anos atingir o maior nível desde 2007. Mesmo com a queda do petróleo, as restrições de oferta e os riscos em rotas importantes de transporte mantêm a volatilidade elevada. Em Dalian, o minério de ferro subiu 0,14%, ao equivalente a US$ 105,63 por tonelada.

Copom no centro da sessão

Por aqui, o ambiente externo mais favorável pode dar fôlego moderado ao Ibovespa, ao real e às ações ligadas a commodities. A expectativa pelas decisões monetárias, porém, tende a limitar movimentos mais firmes ao longo do dia.

O Copom deve reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75%. O que realmente importa para a curva de juros é a comunicação sobre os próximos passos, já que o corte em si está praticamente todo precificado.

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A agenda doméstica ainda reúne o IGP-10, o IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, o fluxo cambial e o vencimento de opções sobre o Ibovespa, elemento que costuma elevar o volume negociado.

Análise técnica

O Ibovespa segue em acomodação abaixo da resistência dos 187.700 pontos, com o IFR perdendo inclinação depois de atingir a região de sobrecompra. Apesar da redução do momentum, o índice permanece acima das médias e preserva a tendência de alta.

A superação dos 187.700 pontos pode favorecer continuidade em direção aos 199.380 pontos, enquanto os 180.700 pontos seguem como suporte relevante no curto prazo.

A recomendação do dia fica com a Natura (NATU3), com compra entre 7,97 e 8,01, primeiro objetivo em 8,54, ganho estimado entre 6,62% e 7,15%, segundo objetivo em 9,49, entre 18,48% e 19,07%, e stop em 7,69, perda estimada entre 3,51% e 3,99%.