O Ibovespa futuro opera perto do zero nesta sexta-feira (17) com aversão ao risco nos mercados internacionais, em meio à realização global nas ações de chips e de empresas ligadas à inteligência artificial, somada a balanços corporativos fracos nos Estados Unidos, aponta a Ágora Investimentos.
Os futuros de Nova York recuam, com S&P 500, Nasdaq e Dow Jones no vermelho, no mesmo compasso das bolsas europeias e asiáticas.
O dólar opera de lado a levemente positivo no exterior, enquanto os rendimentos dos Treasuries cedem.
Petróleo na contramão
Nas commodities, o petróleo sobe quase 2%, impulsionado por temores sobre a oferta no Oriente Médio, e o minério de ferro fechou em alta de 0,53%, cotado a US$ 112,49 por tonelada — combinação que pode oferecer algum amparo aos ativos brasileiros no pregão.
Brasil: IBC-Br e tarifaço na agenda
Por aqui, o ambiente externo mais defensivo tende a pesar, e o EWZ, principal fundo de índice brasileiro em Nova York, recuava mais de 1% no pré-mercado.
A agenda doméstica reserva o IBC-Br de maio, considerado uma prévia do PIB, em meio a sinais recentes de desaceleração da atividade, além das discussões sobre medidas de apoio aos exportadores afetados pelas tarifas dos Estados Unidos.
Análise técnica
O Ibovespa voltou a testar a região dos 174.280 pontos, o que indica perda de fôlego no curtíssimo prazo após o avanço recente.
O movimento, contudo, não descaracteriza a leitura estrutural de recuperação enquanto o índice permanecer acima do suporte principal, nos 168 mil pontos — e a retomada dos 174.280 pontos pode recompor o viés construtivo, com resistência imediata nos 178.220 pontos.

A recomendação do dia é a compra de B3 ($B3SA3) entre R$ 15,41 e R$ 15,49, com primeiro objetivo em R$ 16,46 (ganho estimado de até 6,81%) e segundo em R$ 16,84 (até 9,28%). O stop fica em R$ 15,19, com perda estimada entre 1,43% e 1,92%.






