A medida provisória 1376, anunciada pelo governo na véspera, pode dar um respiro ao Banco do Brasil (BBAS3) na frente que mais aflige o mercado: a inadimplência do crédito rural.
A avaliação é do Bradesco BBI, que vê a criação do programa de renegociação de dívidas do campo — com taxas e prazos específicos conforme o tipo de crédito concedido — como uma notícia favorável à estatal.
“Os impactos parecem ser positivos no geral, mas dependerão do cronograma de implementação, de mais detalhes do programa e do ritmo de originação“, escreveram os analistas Marcelo Mizrahi e Renato Chanes.
Alívio na inadimplência do agro
O ponto central para a tese é o efeito da renegociação sobre a carteira do maior financiador do agronegócio do país, pressionada pelos calotes do setor nos últimos trimestres.
“A MP pode mitigar uma maior deterioração na qualidade dos ativos nos próximos trimestres”, apontaram os analistas do BBI.
Segundo trimestre ainda pesa
A medida, contudo, não muda o quadro imediato. Na atualização mais recente sobre o banco, o BBI já destacava o cenário desafiador pela frente por causa da pressão sobre as provisões — o que levou a uma estimativa de lucro líquido abaixo do guidance da companhia para 2026.
“As tendências de curto prazo devem permanecer desafiadoras, especialmente no segundo trimestre, justificando a nossa recomendação ainda neutra para a ação”, concluíram Mizrahi e Chanes.






