A prévia operacional da Vamos (VAMO3) no segundo trimestre de 2026 colocou Safra e Bradesco BBI do mesmo lado: a recuperação da locadora de caminhões e máquinas ganhou corpo. A taxa de utilização da frota subiu a 88,6%, o maior patamar desde 2020, e a receita líquida de locação atingiu R$ 1,1 bilhão, recorde para a companhia.
“A Vamos divulgou uma prévia operacional positiva para o 2º trimestre de 2026, com avanço dos principais indicadores que sustentam a recuperação da companhia“, escreveram André Ferreira e J. Ricardo Rosalen, do Bradesco BBI.
Retomadas em queda livre
O outro lado da moeda da ocupação é a devolução de ativos: as retomadas recuaram 48% em um ano, para R$ 189 milhões, o menor nível desde o terceiro trimestre de 2023. Com menos caminhões parados no pátio, a utilização da frota avançou 4,7 pontos percentuais em 12 meses e 0,8 ponto ante o trimestre anterior.
“A combinação de maior utilização, menor nível de retomadas, crescimento da receita de locação e avanço do programa Sempre Novo sugere que a companhia segue executando com sucesso sua estratégia de redução de estoques e aumento da rentabilidade”, avaliaram os analistas do BBI.
A receita líquida total cresceu 10,1%, para R$ 1,55 bilhão, com todas as frentes em expansão: a locação subiu 7,5%, para R$ 1,08 bilhão, a venda de ativos avançou 12,6%, para R$ 365 milhões, e a customização saltou 30,4%, para R$ 112 milhões.
Capex recorde puxado pelo e-commerce
O dado que olha para a frente também surpreendeu: o capex contratado atingiu recorde de R$ 1,55 bilhão, salto de 59,6% em um ano, enquanto o capex implantado somou R$ 975 milhões, alta de 4,7%.
“O capex contratado recorde reflete a demanda forte em múltiplos setores, particularmente o e-commerce, e dá visibilidade para um crescimento acelerado da frota e expansão da receita nos próximos trimestres”, apontaram Luiz Peçanha e Arthur Godoy, do Safra.
Lucro 18% maior na conta do Safra
Nos números do balanço, o Safra estima Ebitda de R$ 966 milhões, alta de 7,8%, com margem de cerca de 62,1%, e Ebit de R$ 661 milhões. Mesmo com despesas financeiras ainda elevadas, de R$ 530 milhões, estáveis em um ano, a projeção é de lucro líquido de R$ 98 milhões, avanço de 18,1%.
“Esperamos que essas tendências operacionais se traduzam em uma melhora significativa de rentabilidade no 2º trimestre”, calcularam os analistas do Safra.
A própria companhia indicou na prévia que as margens de locação cresceram tanto na comparação anual quanto na trimestral, sustentadas pela alavancagem operacional, pela frota mais ocupada e pela menor inadimplência — leitura que os dois bancos estendem para os próximos trimestres.
“A prévia também indica potencial de expansão das margens da operação de locação, apoiada por ganhos de eficiência, menor inadimplência e maior alavancagem operacional”, concluíram Ferreira e Rosalen.






