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Ibovespa futuro: mercados entram em modo “risk on”

Ibovespa futuro: mercados entram em modo “risk on”

Alívio global com acordo no Oriente Médio impulsiona ativos de risco e favorece abertura do Ibovespa

Os mercados iniciam a manhã desta segunda-feira (15) em clima de alívio global, refletindo o acordo provisório entre Estados Unidos e Irã. No Brasil, o Ibovespa futuro acompanha o movimento positivo e avança 0,84%, aos 172.555 pontos, em meio a um ambiente externo mais favorável e melhora na percepção de risco.

O cenário internacional é marcado por forte apetite por risco. Bolsas asiáticas fecharam em alta relevante, enquanto os mercados europeus e os futuros em Nova York operam no campo positivo, com destaque para o Nasdaq.

A reabertura do Estreito de Ormuz e a redução das tensões geopolíticas pressionam o petróleo — com o Brent abaixo de US$ 83 por barril — ao mesmo tempo em que derrubam os rendimentos dos Treasuries e enfraquecem o dólar globalmente.

O contexto externo tende a impulsionar ativos de risco no Brasil e aliviar a curva de juros, embora a queda do petróleo pese sobre ações do setor, como Petrobras (PETR4). No radar local, investidores monitoram a decisão do Copom na quarta-feira, com expectativa de possível corte de 0,25 ponto percentual na Selic, enquanto o Banco Central amplia a atuação no câmbio com oferta maior de swaps.

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Posição vendida menor

Apesar das saídas líquidas de capital estrangeiro somarem R$ 4,3 bilhões em junho até o dia 11, o Ibovespa interrompeu na última sexta-feira uma sequência de oito semanas de queda. A relação entre posições vendidas e o índice recuou para perto de 1,05 vez, indicando que o volume de apostas na queda não se ampliou durante o movimento negativo.

Com a possível resolução do conflito no Oriente Médio, a leitura é de retomada gradual do apetite por risco, o que pode favorecer o Ibovespa no curto prazo. Ainda assim, uma recuperação mais consistente dependerá da estabilização do fluxo estrangeiro, que continua sendo um fator de atenção para os investidores.

Ações de petróleo

A queda do petróleo após o acordo tende a impactar diretamente as petroleiras brasileiras, especialmente aquelas mais expostas ao preço da commodity, como Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3). A retração do Brent reduz expectativas de geração de caixa e pode pressionar os retornos no curto prazo.

O efeito, porém, não é uniforme entre as empresas. Companhias com hedge ou menor sensibilidade ao preço internacional tendem a sofrer menos, mas a visão geral é de compressão de yields em um cenário de petróleo mais baixo, ainda que o ambiente macro seja mais benigno.

Análise técnica

Do ponto de vista técnico, o Ibovespa recuou 0,21% na última sessão, após encontrar resistência em níveis intermediários. Ainda assim, o índice permanece acima da mínima recente, o que sustenta a possibilidade de formação de fundo no curto prazo.

O comportamento dos últimos pregões aponta para perda de intensidade da pressão vendedora, sugerindo um mercado em processo de estabilização após o movimento mais agudo de queda, com potencial de recuperação diante da melhora do cenário externo.