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Ibovespa futuro: conflito volta a escalar e petróleo sobe após três sessões de queda

Ibovespa futuro: conflito volta a escalar e petróleo sobe após três sessões de queda

Avanço dos rendimentos dos Treasuries deve limitar apetite por risco e manter pressão sobre a curva de juros local nesta quarta-feira

O Ibovespa futuro opera perto da estabilidade nesta quarta-feira (29) com os novos ataques entre Estados Unidos e Irã voltando a pressionar o humor global, impulsionando o petróleo após três sessões consecutivas de queda e reforçando a cautela dos investidores antes da decisão de juros do Federal Reserve.

Os futuros em Nova York operam sem direção única entre S&P 500, Nasdaq e Dow Jones. As bolsas europeias recuam, enquanto os mercados asiáticos encerraram o pregão sem direção definida, com pressão sobre as ações de semicondutores em parte da região.

O dólar opera próximo da estabilidade, os rendimentos dos Treasuries avançam e o minério de ferro fechou em queda de 0,27%, cotado a US$ 109,13 por tonelada. O avanço dos juros americanos deve limitar o apetite por risco globalmente e manter pressão sobre a curva de juros local ao longo do dia.

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Brasil: Petrobras no radar, Fed no horizonte

No Brasil, a alta do petróleo pode favorecer a Petrobras (PETR4) e dar algum suporte ao Ibovespa. Os ADRs da estatal avançavam no pré-mercado em Nova York após a divulgação de dados operacionais mais fortes no segundo trimestre de 2026. Contudo, o avanço dos rendimentos dos Treasuries deve limitar o fôlego do mercado e manter pressão sobre a curva de juros doméstica.

A agenda do dia é carregada. Os investidores acompanham a decisão do Fed — principal evento da semana —, além de revisões para baixo nas expectativas de inflação após o IPCA-15 abaixo do esperado, o Relatório Mensal da Dívida Pública e as discussões em torno de tarifas comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Vendidos

No radar do mercado doméstico, as units da Taesa (TAEE11) aparecem no topo da lista de dias de cobertura entre os ativos mais vendidos a descoberto. A Ágora avalia que o valuation premium do papel se justifica pela resiliência e maior previsibilidade dos resultados financeiros, mas o potencial de alta limitado leva parte dos investidores a usar a posição vendida como alternativa de funding.

No setor de serviços públicos, as preferências da casa seguem sendo Sabesp (SBSP3), Axia (AXIA3), Copasa (CSMG3) e Eneva (ENEV3).

Topo recente limita avanço

Do ponto de vista técnico, o Ibovespa manteve a reação no curto prazo, mas voltou a testar e respeitar o topo recente, sinalizando falta de convicção para sustentar um tom mais positivo.

A resistência de 178.220 pontos segue como referência relevante, e apenas sua superação pode favorecer a continuidade da recuperação. Enquanto o índice sustentar a faixa de 172.900 pontos, as médias curtas e a linha de tendência ascendente, a estrutura positiva segue preservada. Abaixo dos 168 mil pontos, a leitura ficaria mais comprometida.

Fonte: Ágora Investimentos

Como recomendação do dia, a Ágora sugere compra da PetroReconcavo (RECV3) na faixa de R$ 10,23 a R$ 10,28, com primeiro objetivo em R$ 10,71 — ganho estimado entre 4,17% e 4,69% — e segundo objetivo em R$ 11,02, com potencial de valorização entre 7,19% e 7,72%. O stop de proteção fica em R$ 10,04, limitando a perda estimada entre 1,86% e 2,35%.