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Bradesco BBI eleva Cogna para compra e torna ação a nova top pick

Bradesco BBI eleva Cogna para compra e torna ação a nova top pick

Ânima é rebaixada para neutra com preço-alvo cortado de R$ 7 para R$ 4,30, penalizada por alavancagem elevada e risco de execução na integração da FMU

A Cogna (COGN3) se tornou a nova top pick do setor de educação na cobertura do Bradesco BBI. O banco elevou a recomendação do papel de neutra para compra, com preço-alvo de R$ 3,80, sustentado por quatro fatores: valuation atrativo, melhor momentum de lucros, baixa alavancagem e maior liquidez entre as ações do setor.

A mudança ocorre em meio a uma prévia de resultados mistos para o segundo trimestre de 2026 nas empresas sob cobertura.

“Elevamos a Cogna para compra e a tornamos nossa nova top pick no setor, apoiados em valuation atrativo, com a ação negociando a 4,5 vezes o P/L esperado para 2027 e FCFE yield (Rendimento do Fluxo de Caixa Livre para o Acionista) de 21%”, afirmam Marcio Osako e Henrique Colla, analistas do Bradesco BBI.

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Cogna com espaço para dividendos mais generosos

Um dos principais argumentos para a elevação da Cogna é o potencial de aumento na distribuição de dividendos.

O Bradesco BBI vê espaço para a companhia distribuir 100% do lucro líquido contábil de 2026, estimado em R$ 634 milhões, ao longo de 2027 — ante a premissa atual de 50%. Mesmo nesse cenário, a trajetória de desalavancagem seguiria preservada, com a relação dívida líquida/Ebitda caindo de 1,1 vez em 2026 para 0,9 vez em 2027, sustentada por FCFE de R$ 895 milhões.

“Vemos espaço para a Cogna distribuir 100% do lucro líquido contábil de 2026 em 2027, o que elevaria o dividend yield para 14%, ante nossa estimativa atual de 7%”, destacam os analistas.

Contudo, no segundo trimestre de 2026, a Yduqs (YDUQ3) deve apresentar o resultado mais fraco do setor, com crescimento limitado de Ebitda, enquanto a Ânima (ANIM3) deve reportar números levemente abaixo do esperado, impactados por maiores taxas de evasão.

Ânima rebaixada, Yduqs e Vitru mantêm compra

Na contramão da Cogna, a Ânima foi rebaixada de compra para neutra. O preço-alvo foi cortado de R$ 7 para R$ 4,30, refletindo maior sensibilidade dos lucros aos juros — dada a alavancagem elevada da companhia —, risco de execução no turnaround da FMU e menor suporte de valuation no curto prazo.

As maiores revisões negativas de lucro por ação para 2027 ocorreram justamente em Ânima e Yduqs, com cortes de 45% e 20%, respectivamente, ficando 25% e 8% abaixo do consenso.

“Rebaixamos a Ânima para neutra, refletindo maior sensibilidade dos lucros aos juros, dado o nível elevado de alavancagem, risco de execução no turnaround da FMU e menor suporte de valuation no curto prazo”, explicam Osako e Colla.

Apesar disso, o Bradesco BBI mantém recomendação de compra para Yduqs e Vitru (VTRU3), citando FCFE yields atrativos entre 19% e 21% para 2027 após a forte queda das ações no ano. A Vitru deve ser um dos destaques positivos do segundo trimestre de 2026, ao lado da Cogna, apoiada por sólida geração de caixa livre ao acionista.