O Santander (SANB11) registrou lucro líquido gerencial recorrente de R$ 3,014 bilhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 20,4% em relação ao primeiro trimestre e de 17,6% na comparação com o mesmo período de 2025. Já o lucro líquido contábil somou R$ 2,667 bilhões, recuo de 28,4% na base trimestral e de 25,8% em um ano.
Os números refletem um trimestre marcado pela redução do resultado operacional, aumento das provisões para perdas com crédito e queda nas receitas em relação aos períodos anteriores.
No critério contábil, o Santander reportou lucro líquido de R$ 2,667 bilhões, queda de 28,4% em relação ao primeiro trimestre de 2026 e de 25,8% na comparação anual.
O desempenho do trimestre foi impactado principalmente pela redução do resultado operacional e pelo aumento das provisões para perdas com crédito, fatores que pressionaram a rentabilidade do banco no período.
Resultado operacional perde força
O resultado operacional do Santander totalizou R$ 2,525 bilhões, uma retração de 45,2% frente ao primeiro trimestre de 2026 e de 39,1% em relação ao segundo trimestre de 2025.
Como consequência, o resultado gerencial antes dos impostos caiu para R$ 2,537 bilhões, recuo de 44,6% na comparação trimestral e de 39,6% na base anual.
Receitas financeiras e comissões recuam
A receita total alcançou R$ 20,675 bilhões, queda de 2,7% em relação ao trimestre anterior, mas com leve alta de 0,4% frente ao mesmo período de 2025.
Entre os principais indicadores:
- A margem financeira bruta ficou em R$ 15,341 bilhões, queda de 3% na comparação trimestral e de 0,4% na anual.
- A margem financeira com clientes somou R$ 16,058 bilhões, retração de 3,2% frente ao primeiro trimestre e de 0,4% em relação ao ano anterior.
- As comissões atingiram R$ 5,334 bilhões, queda de 1,9% na comparação trimestral, mas avanço de 2,5% em 12 meses.
Provisões para crédito aumentam
As despesas com risco de crédito cresceram no trimestre.
A provisão para devedores duvidosos (PDD) chegou a R$ 7,654 bilhões, alta de 20,6% em relação ao primeiro trimestre e de 11,5% na comparação anual.
Após considerar as recuperações de crédito, o resultado líquido da PDD ficou negativo em R$ 8,260 bilhões, aumento de 21% na base trimestral e de 6,5% em relação ao segundo trimestre de 2025.
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Despesas ficam praticamente estáveis
As despesas gerais somaram R$ 6,578 bilhões, praticamente estáveis frente ao trimestre anterior (-0,8%) e com alta de 2,6% na comparação anual.
As despesas com pessoal recuaram para R$ 2,995 bilhões, queda de 1,8% em relação ao primeiro trimestre e de 1,2% frente ao mesmo período do ano passado.
Já as despesas administrativas totalizaram R$ 3,583 bilhões, com recuo de 0,6% na comparação trimestral e crescimento de 6% em relação ao segundo trimestre de 2025.






