A prévia operacional da Petrobras (PETR4) deve sustentar um terceiro trimestre (3T26) forte, quando vierem os resultados trimestrais. É o que avalia o banco BTG Pactual (BPAC11), ao analisar os dados da petroleira sobre produção e vendas. Diante desse resultado, o banco de investimentos reitera recomendação de compra para os papéis da companhia.
Os dados prévios da Petrobras mostraram produção recorde de petróleo de aproximadamente 2,83 milhões de barris por dia (MMbpd) e exportações recordes de cerca de 1,25 milhão de barris por dia — dos quais aproximadamente 1 milhão de barris por dia de petróleo bruto.
Com isso, o BTG estima Ebitda de cerca de US$ 19 bilhões, fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) de US$ 4,9 bilhões e dividendos de aproximadamente US$ 3,6 bilhões no trimestre, o que corresponde a um dividend yield (DY) de 2,5%.
“Esperamos que o trimestre seja marcado por: preços do petróleo mais baixos na comparação trimestral e descontos maiores, parcialmente compensados pela produção e pelas exportações recordes de petróleo bruto; rentabilidade robusta no refino, com preços realizados de gasolina e diesel sustentados pelas subvenções; e um aumento de aproximadamente US$ 900 milhões no capital de giro, decorrente das subvenções aos combustíveis. Consideramos investimentos em caixa (capex) de US$ 5 bilhões no 3T26”, diz trecho do relatório.
Produção impulsionada pela entrada de plataformas
O relatório diz ainda que a produção doméstica de petróleo atingiu um novo recorde de aproximadamente 2,83 milhões de barris por dia no 3T26, alta de 5% em relação ao trimestre anterior e de 12% na comparação anual, ante cerca de 2,69 milhões de barris por dia no 2T26 e 2,52 milhões no 3T25.
O crescimento foi novamente impulsionado principalmente pela produção do pré-sal, que avançou para aproximadamente 2,45 milhões de barris por dia, ante 2,30 milhões no 2T26 e 2,12 milhões no 3T25.
A expansão da produção foi atribuída, em grande parte, a fatores como aumento gradual da produção das plataformas P-78 e P-79, no campo de Búzios; a plataforma Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, que atingiu sua capacidade nominal de 180 mil barris por dia em agosto e alcançou um novo pico de 190 mil barris por dia em setembro; o maior índice de eficiência operacional desde o quarto trimestre de 2018; e a redução das interrupções para manutenção.
Além disso, o trimestre também registrou o início da produção em 12 novos poços: sete no pré-sal e cinco no pós-sal da Bacia de Campos.
Refinarias
Com relação às refinarias, no terceiro trimestre, a utilização das estruturas foi, em média, de 99%, ante 101% no 2T26 e 94% no 3T25. O volume de processamento ficou em aproximadamente 1,80 milhão de barris por dia, ligeiramente abaixo do trimestre anterior devido à manutenção programada na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC).
A companhia registrou um novo recorde trimestral de produção de diesel, de 769 mil barris por dia, alta de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em julho, a produção atingiu o recorde mensal de 792 mil barris por dia.
A produção de gasolina foi de 412 mil barris por dia, queda anual de 2%. Já a produção de querosene de aviação (QAV) recuou para 88 mil barris por dia, baixa de 1% na comparação anual e de 19% na trimestral, à medida que algumas refinarias priorizaram a produção de diesel.
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