O começo de 2026 foi marcado por um forte rali da Bolsa brasileira. A combinação entre enfraquecimento do dólar, melhora do apetite por risco e retorno do fluxo estrangeiro para mercados emergentes impulsionou os principais ativos locais, com destaque para o Ibovespa.
Mas, como costuma acontecer em movimentos rápidos, a alta não foi uniforme. Enquanto o índice avançou de forma consistente, algumas ações relevantes ficaram para trás. É justamente essa diferença de comportamento, e o que ela revela sobre o momento do mercado, que entrou no radar da EQI Research.
“Movimentos fortes e rápidos como esse muitas vezes geram distorções”, afirma a equipe de research da EQI, em relatório assinado pelo analista Nícolas Merola.
O rali do Ibovespa
A leitura da EQI Research é que o desempenho recente do Ibovespa reflete, em grande parte, um movimento global. Após anos de forte concentração de recursos nos Estados Unidos, investidores passaram a buscar alternativas em economias emergentes, onde os preços ainda pareciam mais atrativos em termos relativos.
Nesse contexto, o Brasil voltou ao radar. O fluxo estrangeiro tende a entrar primeiro pelos instrumentos mais líquidos — e o índice é o principal deles. O resultado foi uma reprecificação rápida do Ibovespa, que retornou a patamares mais próximos de suas médias históricas.
Por que a Ambev não acompanhou
O avanço do índice, no entanto, não significa que todas as ações se beneficiem da mesma forma. Um dos exemplos analisados pela EQI Research é a Ambev (ABEV3).
Apesar de ser um dos nomes mais tradicionais da Bolsa, a companhia enfrenta desafios estruturais que ajudam a explicar por que seu desempenho ficou aquém do rali do mercado. Entre os fatores observados pela equipe de research estão a pressão sobre volumes, o aumento da concorrência, mudanças de hábitos de consumo e um ambiente tributário mais desafiador.
Além disso, após uma recuperação relevante, o preço da ação passou a exigir mais cautela na análise de valuation, especialmente quando comparado a outras oportunidades disponíveis no mercado brasileiro.
“No contexto atual do Brasil, pagar um prêmio relativo por um ativo sem perspectivas claras de melhora estrutural não parece a melhor alternativa”, aponta o relatório da EQI Research.
Distorção não é acaso
Para a EQI Research, esse tipo de diferença de performance não é aleatória. Em ciclos de alta puxados por fluxo, o índice costuma reagir primeiro. Já as ações individuais passam, na sequência, por um filtro mais rigoroso de fundamentos, perspectivas e preço.
É nesse processo que surgem as distorções: enquanto algumas empresas conseguem sustentar o novo patamar de preços, outras passam a exigir uma análise mais cuidadosa por parte do investidor.
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Onde está a análise completa
Essa leitura, com dados, comparações e o racional completo por trás da distorção entre o Ibovespa e a Ambev, está detalhada no relatório Ideias de Trade, produzido pela EQI Research. É nesse material que a equipe aprofunda a análise e explica como essa diferença de comportamento se traduz em estratégia.
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No app EQI+, você tem acesso ao relatório completo da EQI Research, com a análise detalhada sobre o rali da Bolsa, as distorções criadas no mercado e a visão estratégica da equipe para o atual momento.






