Depois de um longo período em que a renda fixa foi dominada quase exclusivamente pelo carrego do CDI, o início de 2026 começa a desenhar um cenário diferente. Os juros seguem em patamar elevado, mas o pano de fundo macroeconômico, no Brasil e no exterior, passou a oferecer condições mais favoráveis para ajustes estratégicos das carteiras.
Na leitura da EQI Research, o momento atual é marcado por uma combinação de melhora gradual das expectativas de inflação, perspectiva de início do ciclo de cortes da Selic e, sobretudo, um ambiente mais propício à entrada de capital estrangeiro em ativos brasileiros. Esse conjunto tem impacto direto sobre a dinâmica dos títulos públicos, especialmente nos vértices mais sensíveis à reprecificação de juros.
“Para fevereiro, optamos por aumentar marginalmente o risco das carteiras, buscando aproveitar um momento mais favorável de fluxo para os ativos brasileiros, o que tende a impactar positivamente os títulos públicos”, afirma a EQI Research, em relatório assinado pelo analista João Neves.
O novo fluxo para ativos brasileiros deve melhorar investimentos de renda fixa
O movimento de entrada de capital estrangeiro não surge de forma isolada. Ele reflete, de um lado, a expectativa de cortes graduais de juros nas economias centrais ao longo de 2026 e, de outro, a percepção de que os ativos brasileiros ainda oferecem prêmios atrativos em termos relativos.
Com juros reais elevados e sinais mais claros de desaceleração inflacionária, o Brasil voltou a entrar no radar de investidores do mundo. Esse fluxo tende a favorecer, principalmente, os títulos públicos, ao pressionar a curva de juros para baixo e melhorar as condições de precificação ao longo dos diferentes prazos.
A leitura da EQI Research é que esse movimento não deve ser interpretado como um evento pontual, mas como uma mudança gradual de cenário, que exige ajustes táticos, e não movimentos bruscos, na alocação de renda fixa.
Por que prefixados e IPCA+ ganham espaço nesse cenário
Dentro desse novo contexto, dois segmentos são destacados pela EQI Research: os títulos prefixados e os papéis indexados à inflação. A lógica por trás disso está diretamente ligada à relação entre risco e retorno oferecida por esses ativos no momento atual.
Os prefixados tendem a se beneficiar de forma mais direta da entrada de capital estrangeiro e da expectativa de um ambiente inflacionário mais benigno, enquanto os títulos IPCA+ seguem cumprindo um papel estrutural relevante nas carteiras, ao oferecer proteção inflacionária combinada com retorno real atrativo.
“Elevamos de forma moderada a alocação em títulos prefixados, uma vez que esses ativos tendem a se beneficiar tanto do ingresso de capital estrangeiro quanto de um cenário mais benigno para a inflação. Adicionalmente, mantemos uma alocação relevante em títulos IPCA+, por entendermos que esses ativos seguem oferecendo a melhor relação entre risco e retorno no momento”, destaca a EQI Research.
A estratégia, no entanto, evita excessos. A preferência segue concentrada em prazos intermediários, onde a assimetria entre risco e retorno é considerada mais eficiente, sem a volatilidade adicional dos vencimentos mais longos.
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Ajuste de rota, não mudança brusca
Um ponto central da estratégia adotada pela EQI Research é o caráter gradual dos ajustes. Mesmo com o aumento marginal da exposição a prefixados e a manutenção de uma posição relevante em IPCA+, as carteiras seguem preservando uma parcela importante em pós-fixados.
Essa abordagem é o reflexo de aproveitar oportunidades de reprecificação sem abrir mão da resiliência da carteira. Em um ano que ainda carrega riscos fiscais, políticos e externos, a combinação entre diferentes indexadores continua sendo fundamental para o controle de volatilidade.
Mais do que uma aposta direcional, a estratégia busca preparar as carteiras para um novo ciclo, equilibrando carrego, proteção e potencial de ganho de capital.
Como essa estratégia se traduz na prática
A leitura de cenário e o racional estratégico são apenas o primeiro passo. A forma como essa visão se transforma em alocação concreta — respeitando diferentes perfis de investidor — está detalhada nas Carteiras Recomendadas de Renda Fixa da EQI Research.
É nesse material que o investidor encontra a composição completa das carteiras, a divisão por indexadores, o racional por trás de cada escolha e orientações práticas de como investir em renda fixa dentro do cenário atual.
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