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Helbor acelera desalavancagem com venda de ativo à Cyrela

Helbor acelera desalavancagem com venda de ativo à Cyrela

BTG avalia operação como positiva e destaca que recebimentos representam 16% da dívida líquida da Helbor, fator crucial para rerating da ação

A Helbor (HBOR3) e a Cyrela (CYRE3) firmaram nesta sexta-feira (20) um Memorando de Entendimentos (MOU) para a potencial aquisição, pela Cyrela, de participação societária na HESA 159 — SPE que detém o Terreno Semp Toshiba, localizado no município de São Paulo, com área aproximada de 26 mil metros quadrados.

O objetivo é desenvolver um empreendimento habitacional no âmbito do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), provavelmente sob a marca Vivaz, da Cyrela.

Atualmente com 55% da SPE, a Helbor passará a deter participação minoritária de 30% após a conclusão da operação. A Cyrela também adquirirá cerca de 19 mil Certificados de Potencial Adicional de Construção (CEPACs) detidos pela HESA 159. A operação está sujeita à aprovação do Cade e ao cumprimento de outras condições precedentes.

Desalavancagem em foco

Para o BTG Pactual, o movimento sinaliza comprometimento da Helbor com a redução da alavancagem e o aumento do giro de ativos.

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Os efeitos imediatos sobre a dívida, contudo, serão limitados. O BTG estima que a companhia receberá cerca de R$ 40 milhões em caixa no fechamento da operação, mais aproximadamente R$ 250 milhões ao longo do projeto, cuja previsão de lançamento é 2027.

O recebimento total representa 16% da dívida líquida da Helbor, o que implica uma desalavancagem relevante — que consideramos crucial para um rerating das ações”, destacam os analistas.

Ação descontada abre espaço para valorização

O BTG recentemente elevou a recomendação da Helbor para compra, citando o desconto excessivo das ações.

“O papel negocia a apenas 0,4 vez o P/VP (preço sobre o valor patrimonial), o que nos parece excessivamente descontado”, ressaltam Cambauva, Fabris e Pascale.

A Helbor informou que manterá o mercado atualizado sobre os desdobramentos da operação e reforçou que o acordo representa “um movimento estratégico relevante, com capacidade de fortalecer seu portfólio e ampliar sua presença no segmento habitacional.”

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