O Grupo SBF (SBFG3), controladora da Centauro, registrou lucro líquido de R$ 74,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 10,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo balanço divulgado pela companhia, nesta segunda-feira (11).
A receita líquida consolidada da empresa somou R$ 1,785 bilhão entre janeiro e março, avanço anual de 14,9%. Já a receita bruta atingiu R$ 2,195 bilhões, crescimento de 11,7% na comparação com o primeiro trimestre de 2025.
O lucro bruto do grupo alcançou R$ 906,2 milhões, alta de 17,3% em um ano. Com isso, a margem bruta avançou 1,1 ponto percentual, para 50,8%, refletindo melhora no mix de produtos e na rentabilidade operacional.
Apesar do crescimento das receitas, o Ebitda apresentou avanço mais moderado. O indicador totalizou R$ 230,9 milhões no trimestre, alta de 2,7% na base anual. A margem Ebitda, contudo, recuou 1,5 ponto percentual, passando de 14,5% para 12,9%.
Já o Ebitda ajustado somou R$ 223,5 milhões, praticamente estável em relação ao mesmo período do ano passado, com leve alta de 0,6%. A margem Ebitda ajustada caiu 1,8 ponto percentual, para 12,5%.
Dados operacionais
As lojas físicas do Grupo SBF registraram receita líquida de R$ 735,3 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 14,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas em mesmas lojas (same store sales) avançaram 12,4% no período.
O desempenho foi impulsionado principalmente pela categoria de futebol, cuja receita cresceu 33,4%, beneficiada pelas vendas iniciais de produtos relacionados à Copa do Mundo e pela nova camisa do Vasco da Gama. A categoria de calçados também apresentou forte expansão, de 22,3%, refletindo a maior demanda por produtos de corrida e itens de alta performance.
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A companhia destacou ainda que a modernização de sua rede física contribuiu para os resultados do trimestre. Ao todo, 21 lojas passaram por reformas (refits), apresentando desempenho superior ao de unidades comparáveis nas mesmas regiões.
Com isso, os principais indicadores operacionais avançaram no período. O ticket médio cresceu 9,2%, enquanto o volume de itens vendidos aumentou 5,8%. O NPS (Net Promoter Score), indicador de satisfação dos clientes, subiu 2,3 pontos, atingindo 92,4.
No canal digital, a receita líquida somou R$ 195,3 milhões, crescimento de 10,1% na comparação anual. Já o GMV (volume bruto de mercadorias) das operações próprias e de marketplace (1P + 3P) avançou 20,8%, impulsionado pelo fortalecimento das operações de terceiros e pela maior participação do marketplace no mix de vendas.
As vendas online também foram favorecidas pela demanda por produtos ligados ao futebol, especialmente a nova camisa do Vasco e itens relacionados à Copa do Mundo, levando a um crescimento de 42,4% nas vendas da categoria no ambiente digital.
O canal digital registrou ainda aumento de 17% no tráfego, crescimento de 10,5% nos itens vendidos e expansão de 4,2% no ticket médio no trimestre.






