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Lucro líquido da MRV dispara; veja números do 1ºTRI

Lucro líquido da MRV dispara; veja números do 1ºTRI

A receita operacional líquida da companhia somou R$ 2,562 bilhões no primeiro trimestre, crescimento de 17,6%

A MRV (MRVE3) registrou lucro líquido ajustado atribuível aos acionistas de R$ 133 milhões no primeiro trimestre de 2026, resultado que representa avanço de 639,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

A margem líquida ajustada da construtora ficou em 5,2% entre janeiro e março, alta de 4,4 pontos percentuais na comparação anual, mas retração de 4,4 pontos frente ao trimestre imediatamente anterior.

A receita operacional líquida da companhia somou R$ 2,562 bilhões no primeiro trimestre, crescimento de 17,6% em relação ao mesmo período de 2025. Em comparação com o quarto trimestre do ano passado, porém, a receita apresentou retração de 8,2%.

O lucro bruto alcançou R$ 793 milhões, avanço anual de 23,1%. A margem bruta ficou em 31%, expansão de 1,4 ponto percentual frente ao primeiro trimestre de 2025 e estabilidade na comparação trimestral.

Desconsiderando os efeitos de juros, a margem bruta ajustada atingiu 34,3%, avanço de 1,4 ponto percentual na base anual, embora tenha recuado 0,3 ponto frente ao trimestre anterior.

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Cenário no primeiro trimestre

A MRV afirmou que adotou uma postura mais conservadora em suas projeções diante do cenário inflacionário agravado pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã. Segundo a companhia, a construtora elevou as estimativas de inflação consideradas nos orçamentos das obras ainda a serem executadas.

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De acordo com a empresa, o ajuste impediu uma melhora da margem bruta no primeiro trimestre de 2026. Apesar disso, a expectativa da administração é de retomada da trajetória de expansão das margens a partir do segundo trimestre, impulsionada pelo aumento da participação de novas safras de vendas, consideradas mais rentáveis.

A companhia também destacou que as despesas comerciais foram impactadas por uma campanha de marketing relevante realizada no início do ano. A expectativa é que esses gastos voltem a recuar nos próximos trimestres.

Já as despesas gerais e administrativas (G&A), segundo a MRV, apresentaram crescimento abaixo da inflação no período.