O Goldman Sachs manteve recomendação de compra para as ações do Brasil, que segue como a principal preferência do banco na América Latina.
Segundo os analistas, a bolsa brasileira continua negociando a múltiplos considerados baixos, especialmente quando comparados às taxas de juros de longo prazo e ao comportamento observado em ciclos anteriores de cortes da Selic.
Para o Goldman Sachs, as ações daqui são negociadas a cerca de 8 vezes o lucro projetado, patamar visto como atrativo diante do histórico do mercado. O banco salienta que esse desconto reforça a assimetria positiva para o Brasil, apesar da possibilidade de aumento da volatilidade no segundo semestre, com a aproximação das eleições.
Ações brasileiras parecem baratas, diz Goldman
Na avaliação do Goldman Sachs, o valuation atual da Bolsa brasileira ainda não reflete uma melhora nas condições financeiras. O banco vê espaço para recuperação principalmente em empresas domésticas mais sensíveis aos juros, que foram penalizadas nos últimos meses.
“Embora a volatilidade do mercado possa aumentar no segundo semestre, à medida que nos aproximamos das eleições, qualquer alívio na precificação de juros mais altos — decorrente da dinâmica dos preços de energia — deve favorecer as ações domésticas brasileiras sensíveis aos juros, que acumulam queda no ano e estão 20% abaixo dos níveis pré-conflito”, afirmou o Goldman Sachs.
O GS indica que uma redução nas expectativas de juros de longo prazo poderia destravar parte do valor dessas empresas. Esse grupo costuma incluir setores mais dependentes de crédito, consumo interno e custo de capital, como varejo, construção civil, shoppings e empresas de crescimento.
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Brasil segue como preferência na América Latina
Mesmo com os riscos eleitorais no radar, o Goldman Sachs mantém o Brasil como mercado preferido na América Latina. A tese combina preço descontado, possibilidade de melhora no ambiente de juros e desempenho fraco recente de ações ligadas à economia doméstica.
O banco pondera que a eleição pode trazer mais instabilidade para os ativos brasileiros no segundo semestre. Ainda assim, avalia que o ponto de entrada segue atrativo quando comparado aos padrões históricos de negociação da Bolsa em outros períodos de flexibilização monetária.






