O Goldman Sachs rebaixou a recomendação das ações da Gerdau (GGBR4) de compra para neutra, avaliando que o potencial para novas revisões positivas das projeções está mais limitado após a forte valorização dos papéis e a melhora das estimativas para os resultados da companhia.
Segundo o banco, os atuais níveis de rentabilidade da indústria siderúrgica nos Estados Unidos já começam a incentivar o aumento das importações de aço. Esse movimento tende a limitar o espaço para novos aumentos nos preços do produto e, consequentemente, para uma melhora adicional nas margens das empresas do setor.
Outro fator de atenção apontado pelo Goldman Sachs é a expansão da oferta de aço na América do Norte. Uma nova capacidade de produção de aços longos no México está prevista para entrar em operação no quarto trimestre, o que deve elevar a disponibilidade do produto na região e aumentar a pressão sobre os preços.
Diante desse cenário, o banco entende que a combinação entre a valorização recente das ações, expectativas de lucros já mais elevadas e perspectivas menos favoráveis para preços e margens reduz o espaço para novos catalisadores positivos para a Gerdau.
Como foi o balanço
A Gerdau encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido atribuível aos acionistas controladores de R$ 1,45 bilhão, alta de 69,8% em relação aos R$ 856,3 milhões registrados no mesmo período de 2025.
Na comparação com os três primeiros meses deste ano, quando o lucro somou R$ 1 bilhão, o crescimento foi de 45,1%.
A receita líquida consolidada alcançou R$ 17,87 bilhões entre abril e junho, avanço de 2% na comparação anual e de 6,9% ante o primeiro trimestre de 2026.
O Ebitda ajustado, por sua vez, totalizou R$ 3,43 bilhões, aumento de 33,9% em relação ao segundo trimestre do ano passado e de 16% na comparação trimestral.
Com a melhora do resultado operacional, a margem Ebitda passou de 14,6% no 2T25 para 19,2% no 2T26. Frente ao primeiro trimestre deste ano, quando o indicador estava em 17,7%, houve expansão de 1,5 ponto percentual.
O lucro bruto também apresentou crescimento expressivo, de 39,3%, para R$ 2,83 bilhões. A margem bruta avançou de 11,6% no segundo trimestre de 2025 para 15,8% no mesmo período deste ano.
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