As ações da Braskem (BRKM5) tombam quase 6% e lideram as quedas desta segunda-feira (24) após a companhia pedir recuperação extrajudicial, após semanas de incertezas e instabilidade. O Bradesco BBI avalia que esse pedido deve ser deve ser amplamente dilutiva para os acionistas atuais e com isso, a casa de análise reforça recomendação de venda para os papéis.
“Acreditamos que a recuperação extrajudicial deve ser amplamente dilutiva para os acionistas atuais da Braskem. Esse cenário reforça nossa recomendação de Venda para BRKM5 neste momento”, diz trecho do relatório.
A petroquímica pretende criar um ambiente jurídico mais seguro e estável para conduzir as negociações e executar o processo de reestruturação de suas dívidas financeiras. A companhia informou possuir um endividamento de US$ 10,9 bilhões.
Segundo a Braskem, o processo de recuperação extrajudicial tem caráter exclusivamente financeiro e não envolve compromissos com fornecedores, clientes ou outros parceiros. A empresa afirma que essas obrigações continuam válidas e estão sendo cumpridas normalmente, de acordo com os contratos firmados.
Queda de ações não é de hoje
Os dados de março deste ano já mostravam a forte pressão sobre as ações da Braskem (BRKM5), em meio às preocupações do mercado com a situação financeira da companhia e a possibilidade de uma recuperação extrajudicial.
Naquele período, os papéis acumulavam queda de quase 10% no Ibovespa, refletindo o aumento dos receios dos investidores em relação aos próximos passos da petroquímica e à eventual reestruturação de suas obrigações financeiras.
Na semana passada, a Fitch Ratings havia rebaixado os ratings de inadimplência do emissor (IDR) da Braskem de ‘C’ para ‘RD’, a nota de inadimplência restrita, depois que a petroquímica deixou de pagar juros de obrigações financeiras.
Na escala nacional, o rating de longo prazo também caiu para ‘RD(bra)’, ante ‘C(bra)’. As notas seniores sem garantia emitidas pela Braskem America Finance e pela Braskem Netherlands Finance foram mantidas em ‘C’, assim como as notas subordinadas da subsidiária holandesa.
Segundo a agência, a companhia confirmou que não fez os pagamentos previstos e que o prazo para regularização se esgotou.






