O potencial de valorização da Vale Base Metals, divisão responsável pelos negócios de cobre e níquel, levou a EQI Research a incluir a Vale (VALE3) na carteira Mais Dividendos com Ações.
A mineradora recebeu peso inicial de 5%. A decisão também considera o valuation da companhia, a capacidade de pagamento de dividendos e a queda de aproximadamente 19% das ações em relação às máximas recentes.
No desempenho mensal mais recente, a carteira avançou 6,15%. No mesmo período, o Ibovespa subiu 4,19% e o Índice de Dividendos, usado como referência pela estratégia, ganhou 7,11%.
Por que a Vale entrou na carteira Mais Dividendos?
Segundo a EQI Research, a queda recente das ações melhorou a relação entre risco e retorno da Vale. A casa projeta um dividend yield entre 7% e 8%, sustentado pela geração de caixa e pelo balanço da companhia.
“Após a correção de aproximadamente 19% em relação às máximas recentes, entendemos que a relação risco-retorno se tornou mais favorável”, afirma o relatório.
O principal ponto da tese, porém, está na Vale Base Metals. A EQI Research considera que uma eventual separação ou listagem independente da divisão poderia permitir que o mercado atribuísse múltiplos mais elevados ao negócio.
“Nossa principal convicção está no potencial destravamento de valor da Vale Base Metals”, destaca a casa.
A avaliação considera que as perspectivas para cobre e níquel são mais favoráveis do que para o minério de ferro. A eletrificação da economia, a transição energética e a expansão da infraestrutura destinada à inteligência artificial devem ampliar a demanda pelos metais nos próximos anos.
A Vale pretende praticamente dobrar sua produção de cobre até 2035, principalmente por meio de projetos concentrados na região de Carajás, no Pará. Caso essa expansão avance, a Vale Base Metals poderá ganhar maior participação nos resultados da mineradora.
Cautela com o minério limita peso de VALE3
Apesar da avaliação positiva sobre a Vale Base Metals, a EQI Research mantém uma visão cautelosa para o minério de ferro. A desaceleração da economia chinesa e o aumento esperado da oferta global podem pressionar os preços da commodity nos próximos anos.
Entre os principais pontos de atenção está o avanço do projeto de Simandou, na Guiné, cuja capacidade pode chegar a aproximadamente 120 milhões de toneladas anuais até 2030.
Por esse motivo, a Vale foi adicionada com peso de 5%, próximo à participação da empresa no IDIV quando consideradas conjuntamente VALE3 e as ações da Bradespar. A estratégia garante exposição à tese de crescimento dos metais básicos sem assumir uma posição superior à do índice de referência.
“Em nossa visão, o potencial de valorização justifica estarmos expostos à tese, mesmo sem assumir uma posição acima do benchmark”, explica a EQI Research.
A casa também acompanha riscos relacionados aos preços do minério, à atividade chinesa, à execução dos projetos e a eventuais passivos ambientais e judiciais.
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Carteira sobe 6,15% no período
A carteira Mais Dividendos com Ações reúne atualmente 13 empresas e adota uma estratégia mais concentrada do que o IDIV, formado por aproximadamente 50 ativos.
No recorte mensal, a carteira valorizou 6,15%. O resultado superou o avanço de 4,19% do Ibovespa, mas ficou abaixo da alta de 7,11% registrada pelo IDIV.
A atualização também trouxe a saída de uma companhia do setor de seguros. A EQI Research identificou oportunidades com catalisadores mais claros e considerou que a valorização recente reduziu parte da atratividade daquele ativo.
A relação completa das ações, os pesos, os dividend yields projetados e as justificativas da equipe estão disponíveis no aplicativo EQI+.






